Eleição em Campo Grande é marcada por prisões e atuação da Justiça

Pleito suplementar encerrou a votação às 17h e em instantes município terá novo prefeito

Menos de 1 ano após o último pleito, 8.400 eleitores do município de Campo Grande, no Agreste de Alagoas, voltaram às urnas, neste domingo (12), para escolher um novo prefeito. O dia de votação, assim como a campanha eleitoral, foi marcado por prisões, flagrantes e pela atuação das polícias e das autoridades da Justiça eleitoral.

Poucas horas após o início das eleições no município, duas prisões foram registradas em seções eleitorais. A informação foi confirmada à Gazetaweb pela assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL).

A primeira prisão em flagrante ocorreu na Escola Douglas Apratto, na Seção 122, por um dos servidores da Justiça Eleitoral, que, ao avistar o eleitor filmando a urna eletrônica, deu voz de prisão.

Por sua vez, a segunda ocorrência foi registrada na Escola Enaldo Higino, Seção 148, onde uma eleitora também estava filmando a urna eletrônica.

Após os flagrantes, os eleitores foram encaminhados por uma guarnição da Polícia Militar (PM) à base da Polícia Federal (PF) montada no município, onde foram lavrados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs).

MATERIAL DE CAMPANHA EM VEÍCULO

Já no começo da tarde, um ônibus com material de campanha de um dos candidatos a prefeito foi flagrado pela Polícia Federal.

De acordo com as primeiras informações, o possível crime eleitoral foi denunciado por um dos candidatos, que não teve o nome revelado até o momento.

O juiz Alberto Ramos, da 20ª Zona eleitoral e responsável pelo pleito, solicitou que o condutor do veículo fosse conduzido à sede da prefeitura de Campo Grande, que abriga uma delegacia da PF.

Um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi feito após a abordagem, mas ainda não há informações acerca da identidade da pessoa conduzida até a delegacia.

O PLEITO

A eleição suplementar foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral, após o plenário da Corte indeferir o registro de candidatura de Arnaldo Higino (PP), ex-prefeito do município, condenado por improbidade administrativa. Ele havia sido reeleito no pleito padrão, com 51,40% dos votos, e derrotou o candidato Cícero Pinheiro, que obteve 48,11% dos votos.

A disputa fora de época movimentou a cidade nos últimos meses e na última semana. Fatos recentes, como a prisão de José Rozendo, candidato a vice-prefeito na chapa com Téo Higino (Republicanos), deixou os ânimos ainda mais instáveis no município.

Para garantir que o pleito ocorresse dentro da normalidade, a Polícia Militar (PM) divulgou que reforçou o efetivo policial na cidade, e 45 policiais atuam durante a eleição, que conta, também, com o reforço de uma aeronave da Secretaria da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) e viaturas extras.

O pleito também conta com 47 servidores da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL), dentre eles, oficiais do Tático Integrado de Grupos de Resgate Especial (Tigre), Polícia Judiciária e Asfixia. Eles atuam na prevenção e combate a crimes, como boca de urna, aglomerações e compra de votos.