Documento mostra que Flávio Bolsonaro usou passaporte italiano
Senador deveria ter devolvido passaporte brasileiro e usou documento italiano na fuga para os EUA

O plano de voo do jatinho que deixou a Argentina na madrugada desta quarta-feira (28/10) com destino aos Estados Unidos confirma não só a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL), que fugiu do país depois de perder as eleições presidenciais, como mostra que ele utilizou seu passaporte italiano na fuga.
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O documento, compartilhado no X pelo jornalista argentino Pablo Duggan, que ancorou a transmissão da decolagem pelo canal C5N, mostra que Flávio Nantes Bolsonaro embarcou no avião de matrícula LVIQW com destino ao Aeroporto Internacional Jose Joaquin de Olmedo, em Guayaquil (Equador), usando seu passaporte italiano de número YC3327980. De lá o jatinho seguiu para Miami (EUA).
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Também embarcaram Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, esposa do senador, utilizando um passaporte brasileiro, além de suas duas filhas menores de idade, Carolina e Luiza, de 14 e 12 anos, respectivamente.

O documento também mostra que o voo privado, saindo de Puerto Iguazú, do lado argentino da tríplice fronteira, estava previsto para decolar no dia 27, terça-feira. Ele só subiu às 0h21 da madrugada de quarta, porém.


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Além da família do senador, também estavam no voo três tripulantes, todos argentinos. O avião já pousou em Miami (EUA).
Flávio Bolsonaro é investigado em dois inquéritos no STF, por conta do repasse de mais de R$ 60 milhões de Daniel Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos indicado pelo senador e pela suspeita de que Willer Tomaz, que pagava despesas do senador, usava apostas para lavar dinheiro.
Willer deixou o Brasil em agosto e, ao menos até a semana pelo menos, estava em Miami. Na sexta, o ministro Alexandre de Moraes proibiu o contato entre os dois. Na segunda, diante do indício de fuga de Flávio, determinou que ele devolvesse o passaporte brasileiro e entregasse também qualquer passaporte estrangeiro que tivesse. A ordem não foi cumprida.
A decisão de Moraes não impedia, porém, Flávio Bolsonaro de deixar o país. Assim, conseguiu cruzar a fronteira com a família, provavelmente em uma van de uma empresa de turismo de Foz do Iguaçu. No Instagram, a empresa segue a conta do escritório de advocacia de Willer.
