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O NOVO E O VELHO

A chegada de 2022 e a prática de um governo que perpetua o atraso e gera prejuízos à população

Há exatamente um ano, neste espaço, abordamos a chegada de 2021. No clima de novo ano, uma conclamação: olhar para frente e acreditar na possibilidade de superação, não obstante as graves disparidades que já aprofundavam o fosso social em Alagoas.

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O exame de 2020 levava em conta os preocupantes indicadores socioeconômicos, presentes na vida dos alagoanos antes mesmo da pandemia. Na área da segurança pública, destaque para milhares de inquéritos policiais dormitando pelas delegacias e os casos de violência contra a mulher.

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Também lamentável o fato de a gestão pública estadual ter se notabilizado, nos últimos sete anos, pelo descompromisso em acudir a enorme parcela de excluídos da cidadania, haja vista a farta demonstração de má vontade de incrementar uma rede de proteção social à altura dos desalentados. Sem falar na lentidão, que acumulou obras inacabadas, geradoras de transtorno na vida das pessoas e de prejuízo ao erário.

A iniciativa privada buscou superar os problemas e produzir resultados positivos, como a construção civil, que, em meio à pandemia, só no primeiro semestre de 2021, proporcionou o financiamento imobiliário de quase meio bilhão. Já o mesmo não se pode atribuir ao governo do Estado. É a velha prática perpetuando o atraso e usurpando a chegada do novo.

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A começar pela gastança, com empresa do Rio Grande do Sul, fornecedora de módulos, que faturou quase 150 milhões. Os editais milionários do governo Renan Filho restringem a participação a um seleto grupo de grandes empreiteiros, em detrimento dos pequenos construtores alagoanos, fato que motivou o Ministério Público a iniciar uma investigação dessa prática licitatória, que está sob suspeição.

Se há obras de infraestrutura inconclusas, que se arrastam desde o início do mandato de Renan Filho, como a duplicação da AL 101-Norte, a obra da AL-220 é aumentada sem a conclusão da primeira etapa. Em Maceió, a ampliação do Centro de Convenções e o Marco Referencial, no antigo Alagoinhas, na Ponta Verde, seguem ao gosto de Matusulém, outra prática anacrônica da velha política.

No Legislativo, parlamentares buscam contabilizar a andança de Renan Filho e suas ordens de serviço pelo interior. A sanha eleitoreira já é entendida como um custo muito alto, que irá recair nas costas da próxima gestão estadual. Sabe-se lá o grau de comprometimento das contas em futuro breve.

Enquanto isso, os novos hospitais exigem recursos humanos ainda indefinidos para seu pleno funcionamento, assim como a polícia judiciária, que, envelhecida e com quadros insuficientes de agentes e delegados, não consegue dar conta de um estoque de dezenas de milhares de inquéritos policiais parados, que representam vidas em busca de justiça.

No apagar das luzes de 2021, a dureza de um governo comprovada em número: mais de R$ 600 milhões em caixa de recursos pertencentes ao Fecoep, sem destinação e sem plano efetivo em favor da legião de alagoanos na faixa da pobreza extrema. Que tenhamos todos fé nesta nova quadra das nossas vidas, e que 2022 seja um ano de esperança e novas conquistas para todos nós, apesar dos descaminhos governamentais.

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