CONFIRMA-SE O FRACASSO
Legião de alagoanos na linha da pobreza confirma o fracasso da política social de Renan Filho em defesa dos desvalidos
Quando, em 2004, foi instituído o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza, o objetivo era direcionar todos os recursos arrecadados para viabilizar acesso dos desamparados em Alagoas a níveis dignos de subsistência.
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A lei 6.558/2004 se constituiu na conquista de uma poderosa arma na guerra contra a pobreza. Seus artigos foram estabelecidos de maneira objetiva, com mecanismos de controle da sociedade, como o Conselho de Políticas de Inclusão Social.
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A lei impôs a transparência, com a publicação trimestral do detalhamento das receitas e respectivas aplicações dos recursos do Fecoep. Determinou ainda a elaboração do Plano Estadual de Combate à Pobreza, em nome de uma eficiente política de redução das disparidades sociais.
Passados dezessete anos da criação do Fecoep, chegamos a um estágio desalentador, resultado da pobreza de espírito público de um governo que elegeu outras prioridades, em detrimento de uma efetiva ação governamental pelo desenvolvimento humano.


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Quando as estatísticas oficiais lamentavelmente identificam metade da população alagoana na linha da pobreza, e que cerca de 350 mil pessoas estão enquadradas na pobreza extrema, então é a triste confirmação do fracasso do governo do Estado em socorrer os que mais padecem com a fome e a miséria.
O malogro do governo Renan Filho em amparar os desvalidos é comprovado pelo roteiro dos próprios fatos. Começou lá atrás, quando resolveu modificar e desviar a finalidade original do Fecoep, para garantir mais recursos ao seleto “clube” de empreiteiros e suas intrépidas betoneiras.
A controvérsia em torno da verba do Fecoep alcançou tal ordem que, em 2019, o Legislativo chegou a cogitar a criação de uma CPI para investigar os fatos. “Lutei para que o Fundo não tivesse sua destinação desviada, e o resultado foi a minha exclusão do Conselho do Fecoep”, revelou à época o deputado Bruno Toledo.
Há duas semanas, numa audiência pública do Parlamento para avaliar os rumos do Fecoep, uma informação oficial indignou a todos os presentes ao encontro: o Fundo dispunha de mais de meio bilhão de reais em conta.
Soou como algo acintoso às representações populares presentes à Casa de Tavares Bastos. A rica ostentação do saldo de uma conta pública, que deveria estar a serviço de um plano de combate à pobreza, indigna e desnuda um governo insensível à causa humanitária.
