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Vendas para o Dia das Mães devem ter prejuízo de até R$ 22,2 milhões na capital

Instituto Fecomércio considera a série história das pesquisas anteriores e a projeção da CNC, que prevê queda de 60% nas vendas

Diante do funcionamento limitado de estabelecimentos comerciais, em virtude do crescimento no número de casos do novo coronavírus em Alagoas, o Instituto Fecomércio de Alagoas estima que as vendas para o Dia das Mães devem ter prejuízo de até R$ 22,2 milhões na capital. Os números levam em consideração a série histórica das pesquisas de anos anteriores. O setor considera a data como a segunda maior em vendas para o comércio varejista.

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Segundo o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, "a série histórica aponta para uma tendência média de R$ 37 milhões que circulavam na capital em bens e serviços adquiridos apenas por conta da data comemorativa".  Ele explica que, com essa referência e com base no relatório de estimação dos prejuízos econômicos divulgado essa semana pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no qual projeta que a atividade comercial terá queda de 60% neste Dia das Mães em todo país, é possível mensurar a queda nas vendas em Maceió. "Utilizando a estimativa da CNC, podemos ter uma prejuízo de até R$ 22,2 milhões, girando na capital cerca de R$ 14,8 milhões, apenas", diz.

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Os dados são condizentes com o balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), o qual aponta que os bens mais demandados na data, vestuários e calçados, sofrem com uma queda de pouco mais de 70% no consumo, implicando num faturamento ainda menor para o setor. O economista lembra, ainda, que dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, indicam que 58% dos contratos de trabalho foram suspensos no Brasil: são 3 milhões de contratos suspensos e que devem ser remunerados, por até 60 dias, pelo governo federal, segundo as regras e critérios da MP 936. "Naturalmente, em meio a tantas incertezas, o consumidor prioriza seu orçamento para as necessidades básicas. E aqueles que podem dispor de uma parcela para a compra do presente da mãe para não deixar a data passar em branco, certamente fará uso de um volume financeiro menor do que em anos anteriores, diminuindo o tíquete médio circulando na data", explica Felippe.

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua) aponta que no primeiro trimestre do ano houve elevação de 1,2% na taxa de desemprego, saltando de 11% para 12,2%. Entretanto, a elevação não deve ser creditada apenas na conta da pandemia. "Boa parte do crescimento do desemprego se deve a condições da economia e não apenas do isolamento em si, que começou em março, final do trimestre. Claro que o isolamento social, necessário neste momento, aprofunda uma crise econômica, o que certamente elevará o desemprego para algo próximo de 15%", ressalva.

O economista explica que, como houve suspensão da plataforma de dados mensais do Caged (Perfil Municipal), não se tem acesso aos dados sobre a dinâmica de emprego e desemprego do Estado e dos municípios de Alagoas.

"Os números acima nos ajudam a entender que, além do prejuízo na segunda maior data comemorativa do ano, vem ocorrendo suspensões de contrato, redução de carga horária e, também, demissões, aprofundando ainda mais os problemas de uma crise sanitária com uma crise econômica", avalia.

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