Setor de Serviços em AL teve a segunda maior alta do Brasil em agosto, aponta IBGE

Na comparação com agosto do ano passado, o crescimento aferido em Alagoas foi o maior do Brasil: 45,5%

O setor de Serviços em Alagoas teve a segunda maior alta do Brasil no mês de agosto, na comparação com julho. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor cresceu 4,2% no estado, atrás apenas de Sergipe (8,3%) e empatado com o Rio Grande do Sul. O crescimento nacional foi de 0,5%.

No setor de Serviços estão atividades ligadas ao Turismo, por exemplo, onde Alagoas tem forte atuação. O setor de serviços também engloba atividades de comunicação, transporte e eventos. Quando o assunto é a receita do setor, Alagoas também ocupou a vice-liderança nacional no mês de agosto em relação a crescimento, com alta de 4,9%. Sergipe liderou com 9,8%.

Na comparação com agosto do ano passado, o crescimento aferido em Alagoas foi o maior do Brasil, 45,5%. Para se ter uma ideia, a alta nacional nesse parâmetro foi de 16,7%. No acumulado deste ano, a alta de Alagoas é a quarta maior do país, 17,6%. No acumulado dos últimos doze meses, o crescimento do setor em Alagoas é de 7,6%.

Cenário nacional

Em agosto de 2021, o volume de serviços subiu 0,5% frente a julho, na série com ajuste sazonal, acumulando ganho de 6,5% nos últimos cinco meses. Assim, o setor de serviços se encontra 4,6% acima de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e alcança o patamar mais elevado desde novembro de 2015.

Na série sem ajuste sazonal, frente a agosto de 2020, o volume de serviços teve a sexta taxa positiva consecutiva: 16,7% em agosto de 2021. No acumulado do ano até agosto, o volume de serviços avançou 11,5% frente a igual período de 2020. Já o acumulado nos últimos 12 meses (5,1%) manteve a trajetória ascendente iniciada em fevereiro de 2021 (-8,6%) e alcançou a taxa mais alta da série histórica, iniciada em dezembro de 2012.

O avanço de 0,5% do volume de serviços, observado na passagem de julho para agosto de 2021, foi acompanhado por quatro das cinco atividades investigadas, com destaque para informação e comunicação (1,2%), transportes (1,1%) e serviços prestados às famílias (4,1%). A expansão dos dois primeiros ocorreu após ambos terem registrado ligeiras variações negativas em julho. Já a última atividade acumulou um crescimento de 50,5% no período abril-agosto. Com menor impacto no índice global, os outros serviços (1,5%) eliminaram o pequeno decréscimo do mês anterior (-0,2%).

O único resultado negativo foi o de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,4%), devolvendo parte do ganho de 4,1% alcançado entre maio e julho últimos. Frente a agosto de 2020, o volume do setor de serviços avançou 16,7% em agosto de 2021, sua sexta taxa positiva seguida. Houve altas em todas as cinco atividades e em 80,7% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (19,6%) exerceu a principal contribuição positiva, impulsionado, em grande medida, pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de transporte rodoviário de cargas; transporte aéreo de passageiros; gestão de portos e terminais; rodoviário coletivo de passageiros; navegação de apoio marítimo e portuário; e atividades de agenciamento marítimo.

Com o segundo maior impacto, vieram os serviços de informação e comunicação (13,6%), com destaque para portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; outras atividades de telecomunicações; atividades de TV aberta; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; e consultoria em tecnologia da informação.

Em seguida, veio o setor de serviços profissionais, administrativos e complementares (12,7%), com destaque para organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; limpeza geral; serviços de engenharia; atividades jurídicas; locação de mão de obra temporária; e soluções de pagamentos eletrônicos.

Os demais avanços ficaram com os serviços prestados às famílias (42,2%) - com ênfase em hotéis; restaurantes; e serviços de bufê - e outros serviços (11,7%) – com aumento de receita em administração de fundos por contrato ou comissão; corretoras de títulos e valores mobiliários; consultoria em investimentos financeiros; e recuperação de materiais plásticos.

Houve altas no volume de serviços em 16 das 27 unidades da federação em agosto, na série com ajuste sazonal. O impacto positivo mais importante veio de São Paulo (0,5%), seguido por Rio Grande do Sul (4,2%), Paraná (1,0%) e Bahia (1,7%). Por outro lado, as principais retrações foram no Mato Grosso (-3,6%), Distrito Federal (-2,0%) e Rio de Janeiro (-0,4%).

Frente a agosto de 2020, o avanço do volume de serviços no Brasil (16,7%) foi acompanhado por todas as 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (17,7%), seguido por Minas Gerais (19,7%), Rio Grande do Sul (26,8%), Rio de Janeiro (8,2%), Paraná (16,1%) e Bahia (26,8%).

Já no acumulado de 2021, frente a igual período de 2020, o crescimento do volume de serviços no Brasil (11,5%) se deu em todas as 27 unidades da federação. O principal impacto positivo veio de São Paulo (11,8%), seguido por Minas Gerais (16,7%), Rio de Janeiro (7,7%), Santa Catarina (17,2%) e Rio Grande do Sul (11,5%).

Em agosto de 2021, o índice de atividades turísticas subiu 4,6% frente a julho, quarta taxa positiva consecutiva, período em que acumulou um ganho de 49,1%. Contudo, o segmento de turismo ainda se está 20,8% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Oito dos 12 locais pesquisados acompanharam a expansão da atividade turística nacional. A maior contribuição positiva foi de São Paulo (4,9%), seguido por Minas Gerais (4,7%), Goiás (8,8%) e Paraná (5,4%). Já o Rio de Janeiro (-1,1%) teve o resultado negativo mais intenso.

Frente a agosto de 2020, o volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 53,8%, quinta taxa positiva seguida, impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita das empresas de transporte aéreo; hotéis; restaurantes; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; agências de viagens; e locação de automóveis.

Todas as 12 unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (38,8%), seguido por Minas Gerais (66,6%), Bahia (151,2%), Rio de Janeiro (29,7%) e Pernambuco (118,8%).

No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas subiu 17,7% frente a 2020, impulsionado, sobretudo, pelos aumentos nas receitas de empresas de transporte aéreo; hotéis; restaurantes; e locação de automóveis.

Houve altas em todos os 12 locais investigados, com destaque para Rio de Janeiro (14,4%), Bahia (42,9%), São Paulo (5,0%), Minas Gerais (22,9) e Pernambuco (40,9%).