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Sem reforma da Previdência, governo pode ter gasto extra de R$ 19 bilhões

Sem apoio, governo anunciou nesta semana que desistiu de aprovar no Congresso a reforma da Previdência

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira (22) que a não aprovação da reforma da Previdência neste ano pode ter um impacto de até R$ 19 bilhões no Orçamento de 2019.

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Esse valor se refere à estimativa de gasto extra com o financiamento do déficit da Previdência e que seria economizado em 2019 caso fossem aprovadas as regras mais rígidas para aposentadoria previstas na proposta do governo para a reforma.

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Sem apoio no Congresso, o governo anunciou nesta semana que desitiu de aprovar a reforma da Previdência. No lugar dela, propôs um pacote de 15 medidas econômicas, consideradas prioritárias, que tentará aprovar neste ano no Legislativo.

A desistência de aprovar a reforma da Previdência também veio após o governo anunciar a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. A legislação proíbe alterações na Constituição durante a vigência de uma intervenção e as mudanças na Previdência seriam feitas justamente por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

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"Caso não haja a aprovação da Reforma da Previdência nesse ano, isso tem um impacto de R$ 18, R$ 19 bilhões. Esses são os cálculos preliminares, dependendo de a reforma ser ou não aprovada, se não for aprovada em 2018, se viesse a ser aprovada no início de 2019", disse em entrevista à rádio CBN.

Meirelles declarou que a mudança nas regras das aposentadorias no Brasil "é uma necessidade matemática".

Recursos para a segurança pública

O ministro reiterou que o governo federal não cogita aumentar impostos para destinar mais dinheiro para a segurança pública. "Não houve essa discussão", disse.

No caso da intervenção do Rio de Janeiro, Meirelles declarou que se houver necessidade de envio de tropas, o governo poderá analisar se são necessários mais recursos para financiar a ação.

"Caso as Forças Armadas tenham alguma dificuldade orçamentária, porque foi decidido em algum momento que deveria haver participação direta de forças federais no Rio, aí é outra história. E vamos analisar se há necessidade de o Exército ter algo a mais do que o previsto no Orçamento", afirmou.

Candidatura

Meirelles reiterou que só decidirá se vai se candidatar à Presidência da República em abril, data limite para ocupantes de cargos do Executivo Federal. Segundo ele, além da disposição pessoal em disputar uma eleição, outro fator que vai considerar é apoio partidário. Meirelles é filiado ao PSD.

"Eu acredito que no Brasil a estrutura partidária, inclusive tempo de televisão, mas não só isso, o apoio da base, seja de vereadores, prefeitos, deputados, a uma candidatura, é muito importante. Dá uma solidez, uma estrutura maior, não só do ponto de vista da eleição, mas da governabilidade. Sobretudo, a experiência do Brasil mostra que candidatos de partidos pequenos, quando ganham, ainda que raro, têm dificuldades de governabilidade depois", declarou.

O ministro da Fazenda afirmou que também vai se basear em pesquisas qualitativas para entender se o seu perfil é o que a população espera de um candidato. Mas disse que "todas as avaliações" que tem recebido "são no sentido favorável" à sua candidatura.

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