O que está por trás do fechamento de hipermercados em AL? Veja!
Estratégia de grandes redes e mudança para atacarejos explicam encerramento de unidades, segundo associação
O fechamento recente de unidades de grandes redes de hipermercados em Alagoas, como G Barbosa e Carrefour, faz parte de uma estratégia nacional adotada por grupos varejistas e não representa, necessariamente, um cenário negativo para o setor. A avaliação é do presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), Raimundo Barreto, em entrevista concedida nesta segunda-feira (hoje) ao repórter Rogério Costa.
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Segundo ele, o encerramento de lojas que não apresentam lucro é uma prática comum entre grandes empresas do setor. “Isso é normal. Essas grandes empresas têm essa política: lojas que não dão lucro são fechadas”, explicou.
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Raimundo destacou que o Carrefour, por exemplo, tem priorizado o modelo de atacarejo em detrimento dos supermercados tradicionais. “Eles estão optando por lojas de atacarejo, que têm maior rentabilidade, mais vendas e menor custo operacional. É um modelo menos trabalhoso do que o supermercado”, afirmou.
No caso do G Barbosa, que integra um grupo multinacional com atuação em diversos países, a lógica é semelhante. “As lojas que não dão lucro estão sendo fechadas. Aqui em Alagoas, foram duas unidades até agora, mas não se sabe se haverá novos fechamentos”, disse.


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Impacto no emprego
Apesar da preocupação com possíveis demissões, o presidente da ASA avalia que o mercado tem capacidade de absorver esses trabalhadores. “Os empregos existem e o mercado está aberto. Inclusive, há dificuldade de encontrar mão de obra. Essas pessoas podem se encaixar em outras lojas, principalmente por já terem experiência”, destacou.
Ele reforça que há espaço para bons profissionais no setor. “Para quem é bom profissional, há mercado. As pessoas acabam se recolocando”, pontuou.
Cenário econômico e expectativa
De acordo com Raimundo Barreto, o setor supermercadista iniciou 2026 com saldo positivo, apesar de uma leve desaceleração nos primeiros meses do ano.
“2026 entrou positivo. Tivemos uma pequena queda no ritmo entre janeiro e abril, mas seguimos trabalhando no positivo”, afirmou.
Ele também mencionou o impacto do cenário político na economia. “Por ser um ano político, há uma certa expectativa que acaba segurando um pouco a economia. Mas o consumo de alimentos não para, é algo do dia a dia”, explicou.
Ainda assim, a expectativa para os próximos meses é de crescimento, especialmente para mercados de bairro e lojas de vizinhança. “Esses formatos estão crescendo. O mercado está aquecido”, disse.
Expansão e novas lojas
Mesmo com o fechamento de algumas unidades, o setor continua em expansão no estado. Um exemplo citado foi a abertura de uma nova unidade do grupo Palato, na região do Aldebaran, em Maceió.
“O Palato está crescendo bastante, dentro e fora de Alagoas. Isso mostra que o mercado segue positivo. Enquanto algumas portas se fecham, outras se abrem”, destacou.
Para o presidente da ASA, o cenário geral é de otimismo. “O mercado não para. É um setor dinâmico e sempre em movimento, com expectativa muito boa de crescimento”, concluiu.
