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Mulheres ocupam cada vez mais espaço na Indústria em Alagoas

Contratações cresceram 104,66% entre os anos de 2020 e 2023


				
					Mulheres ocupam cada vez mais espaço na Indústria em Alagoas
Em quatro anos, o número de mulheres contratadas pelo setor cresce sucessivamente. Assessoria

Esta sexta-feira (8) é marcada pela comemoração do Dia Internacional da Mulher, uma data marcada por lutas, homenagens e, além de tudo, pela celebração de conquistas. As mulheres ocupam cada vez mais espaços na sociedade, especialmente, no mercado de trabalho.

Na Indústria, as mulheres alagoanas estão cada vez mais presentes e vêm se destacando. Dados do Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) revelam um aumento de 104,66% nos contratos formais.

Dados do Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), revelam que entre 2020 (2.469) e 2023 (5.053), o número de mulheres admitidas formalmente pela Indústria em geral e Construção Civil cresceu 104,66%. A maioria delas tem entre 18 e 24 anos e o Ensino Médio completo.

“A paridade de gênero é um desafio global, mas, esses números do Observatório da Indústria são um sinal de que estamos evoluindo. As empresas estão cada vez mais conscientes do seu papel no combate à discriminação. No Sistema Fiea, as mulheres são maioria nos cargos de gestão e, a cada ano, temos colhido resultados formidáveis”, disse o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) tem sido a porta de entrada no mercado de trabalho para muitas mulheres. Como é o caso de Janis Rayla, que se formou no curso de Petroquímica e foi contratada por uma grande empresa do setor.

“Foi muito importante o curso que fiz no Senai, para alavancar a minha carreira e estar preparada para o mercado, estar disponível com as qualificações que o setor exige de um profissional”, disse ela.

Rayla ainda destacou as dificuldades enfrentadas e a importância de oportunidades para as mulheres na área. “As oportunidades existem e precisamos estar preparadas para elas. A realidade de grande parte das mulheres é ser mãe e trabalhar, então a gente consegue fazer esse esforço para crescer."

Em 15 empresas ouvidas pela reportagem no Polo Industrial José Aprígio Vilela, há 1.343 mulheres contratadas.

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Menor diferença salarial

Um levantamento do Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que, nos últimos 10 anos, no Brasil, as mulheres, progressivamente, alcançaram salários mais próximos aos dos homens. O estudo foi feito a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nessa década, houve um aumento da paridade salarial em 6,7 pontos – saindo de 72 em 2013, para 78,7, em 2023. O estudo mensurou a paridade de gênero em uma escala padronizada de 0 a 100, de modo que quanto mais próximo de 100, maior a equidade entre mulheres e homens.

Quando se analisa o indicador liderança, é possível notar que as mulheres ganharam espaço em funções de tomadas de decisões. A participação delas em cargos de liderança passou de 35,7%, em 2013, para 39,1%, em 2023 - aumento de cerca de 9,5% em dez anos.

*com informações da assessoria.

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