Manchas de óleo nas praias "esfriam" procura por viagens para Alagoas, diz ABIH
Cancelamentos ainda são poucos, mas setor está preocupado com ocupação na alta temporada
A repercussão da tragédia ambiental que espalha óleo pelo litoral nordestino fez com que os turistas pusessem ?freios? nas compras de pacotes de viagens para Alagoas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Alagoas (ABIH-AL), as consultas esfriaram. "A gente deveria estar com o Réveillon, Natal e janeiro mais aquecido, e a gente sente esse esfriamento nas consultas então isso daí está sendo preocupante", revela o presidente da entidade, Milton Vasconcelos.
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Segundo Vasconcelos, prejuízos, de fato, ainda não há. "Não conseguimos identificar prejuízo em grande escala. Não existiu cancelamento. O que há é uma ansiedade muito grande na consulta", afirma.
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O óleo que mancha as águas das praias tem manchado também a reputação dos destinos turísticos, que são fonte de renda para toda uma cadeia produtiva. Balneários famosos internacionalmente como Maragogi já foram afetados pelas manchas. Em uma semana, a quantidade de óleo derivado de petróleo recolhido nas praias de Alagoas já chega a 230 toneladas
Em São Paulo, segundo o Procon daquele Estado, as primeiras reclamações de consumidores que tiveram suas viagens de turismo ao Nordeste prejudicadas pelas manchas de óleo nas praias começaram a chegar. O órgão entrou em contato com companhias aéreas, agências e hotéis para recomendar que remarquem datas de viagens.


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Segundo o Procon-SP, as empresas de turismo fornecedoras das viagens não podem ser multadas porque não foram elas que provocaram o vazamento do óleo, mas é recomendável que entrem em acordo com seus clientes para encontrar datas alternativas, de modo que os viajantes não sejam prejudicados.
Segundo Milton Vasconcelos, há uma cobrança para que os órgãos competentes tenham um solução imediata. Enquanto isso, o setor tenta tranquilizar os turistas. ?A gente tranquiliza dizendo que o aproveitamento da viagem vai ser semelhante e não vai ocorrer problemas?. Outro argumento utilizado pelo setor é de que até agora não houve um aparecimento rotineiro no mesmo local, e concluem que se já apareceu é provável que não apareça mais.Outra defesa que o presidente da entidade faz é de que a atuação para retirada das manchas tem sido ágil e que ?os órgãos ambientais estão dando conta do recado?.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) foi procurada para que respondesse quais ações estão sendo tomadas para reforçar a imagem do destino turístico Alagoas diante do público. No entanto, a assessoria de imprensa do órgão não respondeu os questionamentos.
