Inflação de 2017 em Alagoas fica maior que a nacional e chega a 3,21%
Itens que mais puxaram preços foram educação e transportes; grupo alimentos e bebidas teve deflação
A inflação acumulada em Alagoas no ano de 2017 ficou na casa dos 3,21%, segundo relatório da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag). O número é um pouco maior do que o obtido nacionalmente: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 2,95%.
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O economista Rômulo Sales explica, porém, que a variação é normal. "O índice verificado pelo IBGE é uma variável estatística contabilizada em 13 regiões metropolitanas e Alagoas está fora delas. Como é estatístico, outros estados vão ter números para cima ou para baixo, não necessariamente seguindo o nacional".
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Ele acrescenta que, ao longo do ano, dois itens puxaram para cima a inflação por aqui: a educação, com uma alta de 8,97%, e o transporte, que ficou 6% mais caro nos últimos 12 meses. Alimentos e bebidas, porém, tiveram uma queda e ajudaram a compensar o valor final.
"O item alimentos e bebidas, do mesmo jeito que aconteceu nacionalmente, foi negativo, com uma deflação de 0,89%. Apesar de ter caído, outros itens subiram muito mais, como a educação, que pesou bastante no bolso dos alagoanos. A segunda maior alta foi de transportes, com aumento de óleo diesel e do combustível", diz Rômulo.


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Esses dois foram seguidos por habitação, cujo acumulado de 2017 ficou em 5,56%; saúde e cuidados pessoais, com 3,73%; despesas pessoais, item com valores 2,92% mais altos; comunicação, com 2,49%; e vestuário, com 1,48%. Artigos de residência representaram 0,60% do custo de vida.
Dezembro

Já em dezembro, a inflação em Alagoas foi de 0,43%, bem próxima aos 044% encontrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo mês de 2016 esse índice havia ficado em 0,27%. Este ano, o grupo que apresentou a maior variação foi o de despesas pessoais, com 1,78%.
O economista aponta que isso é reflexo do mês das férias, quando a população aproveita para viajar. "O que contribuiu consideravelmente para a inflação de dezembro foi principalmente serviços do hotel e passagens aéreas, por estarmos num mês de verão", ressalta Rômulo Sales.
Depois de despesas pessoais, vêm os itens de habitação (0,44), vestuário (0,43), alimentação e bebidas (0,40), transportes (0,29), saúde e cuidados pessoais (0,28), educação (0,26) e artigos de residência (0,03). Já comunicação teve uma deflação de -0,15.
