Índice de Preços ao Consumidor tem queda em Maceió em novembro
Essa foi a primeira vez no ano em que isso aconteceu;
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Maceió ficou negativo e fechou o mês de novembro em -0,04% abaixo da taxa de outubro, que foi de 0,24%. Essa foi a primeira vez no ano em que isso aconteceu e se deve à queda nos custos de produtos alimentícios, habitação, transportes e artigos de residência.
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A pesquisa foi feita pela Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc), vinculada à Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).
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Segundo o supervisor de Pesquisas do órgão, Gilvan Sinésio, o recuo do índice reflete não só o aumento na oferta dos produtos, principalmente os alimentícios, mas também a queda na demanda provocada pelos consumidores.
"Verificamos que, no mês em questão, o grupo de alimentos registrou baixa em vários produtos, o que corroborou com essa variação do índice. Produtos como cereais e leguminosas baixaram seus preços, com variação de até -4,71%. Além disso, percebemos que os tubérculos, raízes e legumes chegaram a ter variação de -5,96%".


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Apesar de significativa, a variação, no entanto, não se restringe apenas ao grupo dos alimentos. Outro grupo que também teve destaque em novembro foi de Transportes, que apresentou variações de até -0,33%, como no caso dos gastos referentes ao transporte público.
"Com a pesquisa, constatamos que diversos produtos apresentaram diminuição de preços. É o caso do tomate (-17,02%), feijão carioca (-11,37%) e o leite (-6,14%). Essas baixas contribuíram significativamente para que o IPC registrasse a baixa", ressalta Sinésio.
Cesta básica
Em novembro, a queda dos preços dos alimentos influenciou também o custo da cesta básica em Maceió. Para adquirir os itens básicos de alimentação, o consumidor que recebe um salário mínimo mensal, ou o equivalente a R$ 880, gastou o total de R$ 334,00, de acordo com a pesquisa.
"Os dados mostram que, no mês pesquisado, o maceioense precisou comprometer um percentual de 37,95% do salário vigente, o que, de modo geral, foi positivo, já que houve uma queda de 1,2 pontos percentuais em relação ao mês de outubro, cujo comprometimento foi de 39,15%", explica Gilvan Sinésio.
Segundo a pesquisa, os itens que apresentaram maior queda foram tomate (-17,02), leite (-6,14), feijão (-4,71), manteiga (-2,15) e farinha de Mandioca (-2,00). Também tiveram variação de preço óleo de soja (-0,83), banana (-0,24), carne (0,66), arroz (0,02), pão francês (0,59), café (1,30), açúcar (0,18).
