Governo prorroga IOF zero para crédito e isenção para insumos contra a Covid-19
Medidas assinadas por Jair Bolsonaro devem ser publicadas em edição extra do 'Diário Oficial' ainda nesta sexta, diz Planalto.
O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta sexta-feira (2) dois decretos que prorrogam reduções tributárias, na tentativa de diminuir os impactos da pandemia de Covid-19 na economia. Segundo o Palácio do Planalto, os textos devem sair em uma edição extra do "Diário Oficial da União".
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Um dos decretos renova, até 31 de dezembro, a isenção de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para todas as operações de crédito. A medida já tinha sido antecipada pelo blog da Ana Flor.
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Segundo material divulgado pelo Planalto, a isenção beneficiará "tanto pessoas físicas, quanto pessoas jurídicas e aquelas optantes pelo Simples Nacional, inclusive no caso de pagamento em atraso e de renegociação de dívidas".
O imposto foi zerado em abril, por conta do impacto da pandemia, e já havia sido estendido por 90 dias, mas perderia validade nesta sexta.


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Desde abril, segundo o Blog da Ana Flor, a perda de arrecadação do governo com a medida é estimada em R$ 14 bilhões. A prorrogação da alíquota zero por mais três meses deve uma renúncia adicional de R$ 7 bilhões.
Insumos contra a Covid-19
O outro decreto assinado por Bolsonaro prorroga, até 31 de dezembro, a redução da alíquota de impostos e contribuições sobre medicamentos e insumos utilizados no combate à Covid-19.
De acordo com o Planalto, continuam reduzidos para esses produtos:
o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), e a
a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Ainda de acordo com o governo, a lista de produtos barateados pela medida inclui "as máscaras de uso hospitalar, o álcool de limpeza, os desinfetantes, óculos e viseiras de segurança, escudos faciais, aparelhos de terapia respiratória, entre outros".
