Geração de emprego marca a retomada da construção civil em Alagoas, aponta Caged
Construção civil alagoana gerou 1.535 postos de trabalho com carteira assinada de janeiro a novembro deste ano
O setor de construção civil alagoano gerou 1.535 postos de trabalho com carteira assinada de janeiro a novembro deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na quinta-feira, 19, pelo Ministério da Economia. O volume de contratações - que representa um aumento de 7,60% em relação ao mesmo período do ano passado - é a diferença entre as as 12.996 contratações e os 11.461 desligamentos no período.
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Segundo o Caged, o setor é responsável pelo segundo maior volume de geração de empregos no Estado, atrás apenas do setor agropecuário, que criou 1.681 vagas com carteira assinada no acumulado do ano - a diferença entre as 7.061 admissões e os 5.380 desligamentos.
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Em novembro, a construção civil alagoana gerou 138 postos formais de trabalho, um avanço de 0,63% na comparação ao mês anterior. Em doze meses, o saldo do setor é de 887 vagas com carteira assinada.
Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Brêda, a abertura de postos de trabalho este ano marca a retomada do setor que já empregou 37 mil trabalhadores em 2011 - auge do desenvolvimento econômico - e atualmente emprega 18.124 pessoas, segundo os dados do Caged.


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"O setor da construção vem puxando fortemente PIB [Produto Interno Bruto] nacional. Há gente vem lutando há pelo menos três anos para que o governo federal faça os devidos investimentos nos programas de governo, não apenas em programas como o Minha Casa, Minha Vida, mas também em infraestrutura para todo o País - especialmente nas regiões Norte e Nordeste, que puxará fortemente o emprego", conta.
Alfredo Brêda ressalta que a partir do próximo ano o crescimento do emprego no setor da construção alagoana será ainda maior. "Espero que a partir dos próximos anos a gente retorne ao patamar de 2013", acredita. "Esse aumento no nível de emprego é benéfico para toda a sociedade e é um importante indicador que o setor está voltando a crescer", completa.
A fala do presidente do Sinduscon é reforçada pelo Índice de Confiança da Construção, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que encerrou 2019 com 92,3 pontos em uma escala de zero a 200, o maior número desde junho de 2014 (92,9 pontos). Houve uma alta de 6,9 pontos em relação à pontuação de dezembro de 2018.
Na comparação de dezembro deste ano com dezembro de 2018, o Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos empresários da construção, subiu 7,9 pontos e atingiu 82,6, o maior patamar desde janeiro de 2015 (85,3 pontos).
