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Executivos compram ações das próprias empresas durante baixa na Bolsa

Controladores, diretores, integrantes do conselho e a tesouraria de empresas listadas na bolsa compraram R$8,2 bi desde agosto

Para controladores, diretores, integrantes do conselho e a tesouraria de empresas de capital aberto um investimento popular durante a baixa na Bolsa tem sido comprar ações das companhias onde trabalham.

Desde agosto, esses investimentos somaram R$ 8,2 bilhões, uma média de R$ 1,64 bilhão por mês. O período coincide com a forte queda sofrida pela Bolsa brasileira, que saiu de 118,8 mil pontos em agosto para 104,8 mil pontos em dezembro, uma retração de 11,8%.

A Comissão de Valores Mobiliários determina que qualquer integrante do alto escalão de uma empresa aberta ou a sua tesouraria precisa divulgar mensalmente as compras e vendas de ações da própria empresa. É uma medida de transparência.

“As pessoas que mais entendem do negócio são seus executivos e conselheiros. Qualquer sinalização de compra e venda é um sinal importante para o investidor acompanhar”, explicou Thiago Ribeiro, investidor profissional e consultor independente de investimentos.

Ele alerta, contudo, que o investidor “não deve tratar a informação como fator decisivo”, já que “necessidades pessoais, como querer comprar um imóvel, por exemplo, também afetam as decisões dos executivos”.

Para Ribeiro, o cenário de risco no Brasil, que combinam fatores políticos como macroeconômicos, “fez os ativos brasileiros ficarem a preços bastante convidativos para o investidor de longo prazo”.

Quem tem essa visão, prosseguiu, “tem que saber que nunca vai comprar ativos baratos quando cenário estiver muito bom. Ele só vai conseguir fazer isso quando tiver incerteza no radar”.