Dólar fecha em queda, com mercado atento ao cenário político
A moeda norte-americana caiu 1,44%, vendida a R$ 3,7389. Noticiário político ofuscou ambiente externo desfavorável

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Às 9h10, alta de 0,08%, a R$ 3,7969.
Às 9h19, queda de 0,04%, a R$ 3,7919.
Às 9h39, queda de 0,22%, a R$ 3,7853.
Às 9h49, queda de 0,53%, a R$ 3,7733.
Às 10h50, queda de 0,58%, a R$ 3,7714.
Às 11h29, queda de 0,6%, a R$ 3,7706.
Às 12h10, queda de 0,18%, a R$ 3,7866.
Às 12h39, queda de 0,09%, a R$ 3,79.
Às 12h59, alta de 0,03%, a R$ 3,7950.
Às 13h09, queda de 0,13%, a R$ 3,7885.
Às 13h39, queda de 0,61%, a R$ 3,7702.
Às 14h09, queda de 0,68%, a R$ 3,7679.
Às 14h50, queda de 0,73%, a R$ 3,7659.
Às 16h49, queda de 1,19%, a R$ 3,7484.
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No exterior, o ambiente era de aversão a risco nos mercados globais com a queda dos preços do petróleo e do fraco desempenho comercial na China.
Segundo a Reuters, o real era a moeda com melhor desempenho na América Latina, mantendo a tendência da semana passada. O tom positivo, no geral, tem predominado no mercado doméstico conforme cresce a percepção de que os escândalos de corrupção no âmbito da operação Lava Jato estariam elevando a chance de a presidente Dilma Rousseff não concluir seu mandato.
"Os mercados globais estão sofrendo com a China e o petróleo, mas o real continua tendo desempenho melhor por causa do contexto político local", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta, à Reuters.
Os preços do petróleo voltaram a cair no fim da manhã após o Kuwait afirmar que concordará em congelar a produção apenas se os principais produtores da commodity participarem do acordo. Relatório do Goldmans Sachs afirmando que a alta recente é prematura e insustentável também pesou.


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O pessimismo nos mercados globais vinha também em reação a dados mostrando que o desempenho comercial daChinaem fevereiro foi muito pior do que a expectativa de economistas.
"Ainda que o quadro pareça mais estável na China, com o governo sinalizando que adotará estímulos fiscais e monetários nos próximos meses, os dados recentes aumentaram a cautela dos investidores", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a clientes, ainda segundo a Reuters.
Cenário interno
No Brasil, porém, a pressão era limitada conforme investidores aguardavam novos desdobramentos no quadro político.
O tema impeachment voltou a crescer recentemente à medida que as investigações de corrupção no Brasil se aproximaram do governo, sobretudo após a operação Lava Jato ter chegado ao ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silvano fim da semana passada.
"Mudou um pouco o tom do mercado local desde a semana passada. Se antes todo o mercado estava muito pessimista, agora algumas pessoas estão vendo motivo para vender (dólares)", disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.
Alguns operadores acreditam que uma mudança no governo poderia ajudar na recuperação da credibilidade do Brasil com investidores. Outros ressaltam, porém, que a perspectiva de turbulências políticas representa forte entrave e não há garantia de que eventual troca resultaria em quadro mais favorável para a economia brasileira.
Ação do BC
Nesta manhã, o BC promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em abril, vendendo a oferta total de 9,6 mil contratos. Ao todo, o BC já rolou US$ 2,723 bilhões, ou cerca de 27% do lote total, que equivale a US$ 10,092 bilhões.
