Dólar fecha em baixa, com otimismo sobre acordo de produção de petróleo
A moeda norte-americana caiu 1,88%, vendida a R$ 3,994. Investidores seguem apreensivos com perspectivas econômicas do Brasil
O dólar fechou em baixa nesta quarta-feira (17), influenciado pela recuperação dos preços do petróleo, com expectativas de congelamento da produção em meio ao excesso de oferta global. No entanto, investidores seguem apreensivos com a agenda política e as perspectivas econômicas do Brasil.
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Na semana e no mês, o dólar acumula alta de 0,11% e queda de 0,75%, respectivamente. No ano, a moeda tem alta acumulada de 1,17%.
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A moeda norte-americana chegou a recuar a R$ 3,9670 na mínima da sessão, segundo a Reuters, mas reduziu as perdas na reta final do pregão após a Standard & Poor's rebaixar a nota de crédito do Brasil para "BB", ante "BB+", mantendo a perspectiva negativa. O país já havia perdido o selo de bom pagador pela agência no ano passado.
"É um problema mais de médio prazo do que de curto prazo. Vai demorar mais para o Brasil recuperar o grau de investimento, porque é raro uma agência melhorar o rating duas vezes em um ano", disse à Reuters o estrategista de renda fixa da corretora Coinvalores, Paulo Celso Nepomuceno.


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Outro fator que tem trazido incertezas ao mercado é a política monetária norte-americana. Simultaneamente ao fechamento do mercado à vista, o Federal Reserve divulgou a ata de sua última reunião, revelando que autoridades do banco central norte-americano discutiram alterar a trajetória planejada de altas de juros neste ano devido ao aperto das condições financeiras globais. Após a divulgação do documento, o dólar futuro ampliou levemente as perdas.
Petróleo
Após recuar fortemente na véspera, os preços do petróleo voltaram a subir nesta sessão, disparando perto de 7%, depois de o Irã expressar apoio à iniciativa encabeçada por Rússia e Arábia Saudita para congelar a produção de forma a impulsionar os preços.
"Essa disparada do petróleo causou uma reversão de todo aquele pessimismo que vimos ontem", disse à Reuters o operador José Carlos Amado, da corretora Spinelli.
"O mercado está usando o cenário externo positivo, com a alta do petróleo, para se ajustar um pouco", explicou o operador Marcos Trabbold, da corretora B&T; à agência.
Ação do BC
Nesta manhã, o Banco Central seguiu seu programa diário de interferência no câmbio e promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, o BC já rolou US$ 5,804 bilhões, ou cerca de 57% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões.
