Dólar fecha em alta e sobe 5% em maio, mas ainda recua no ano
Moeda subiu 0,96% frente ao real, cotada a R$ 3,6123. Noticiário intenso e incertezas políticas elevaram apreensão dos mercados
O dólar fechou em alta nesta terça-feira (31), acima de R$ 3,60, terminando o mês de maio com alta de 5%, em mais um dia de noticiário intenso no cenário político, com destaque para o indiciamento do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.
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A preocupação do mercado, segundo a Reuters, é que o clima de instabilidade política dificulte a aprovação no Congresso de medidas econômicas propostas pelo governo do presidente em exercício, Michel Temer.
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Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h19, alta de 0,03%, a R$ 3,5788
Às 10h19, alta de 0,41%, a R$ 3,5924.
Às 11h30, alta de 0,23%, a R$ 3,5826
Às 12h30, alta de 0,89%, a R$ 3,6096
Às 13h30, alta de 0,67%, a R$ 3,6020
Às 14h49, alta de 0,89%, a R$ 3,6099
Às 15h29, alta de 1,34%, a R$ 3,626
Às 16h, alta de 1,21%, a R$ 3,6215
Com a notícia de que o presidente do Bradesco foi indiciado pela Polícia Federal na operação Zelotes, o dólar chegou a subir com força e encostou em R$ 3,64 antes de perder força nesta tarde, segundo a Reuters.
A notícia aumentou ainda mais a apreensão nos mercados, que já vinham pressionados desde cedo com a baixa de mais um ministro do governo alimentar temores de que não haja clima político para aprovar medidas econômicas no Congresso, diz a agência.
"Acho que ninguém esperava isso. Todo mundo estava alerta em cima dos políticos e aparece algo como isso em um dos bancos mais sólidos do país", disse à Reuters o operador da corretora Ativa Arlindo Sá.
Cenário político
A saída de Fabiano Silveira do cargo de ministro da Transparência não foi boa notícia para a credibilidade do governo, disse à Reuters o operador da corretora B&T; Marcos Trabbold. "É o segundo ministro que cai em um período curtíssimo de tempo".
Silveira deixou o cargo após a divulgação de conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na qual ele criticou a condução da Operação Lava Jato.
Na semana passada, Romero Jucá (PMDB) também deixou o ministério do Planejamento, após a divulgação de conversa em que ele sugere um "pacto" para barrar a Lava Jato ao falar com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
Fatores técnicos
Também influenciou o movimento nesta terça a formação da Ptax, taxa média calculada ao final do mês pelo Banco Central e que serve de referência para vários contratos cambiais. Operadores costumam disputar para deslocar a patamares mais favoráveis a suas posições.
Três operadores de grandes bancos nacionais e internacionais consultados pela Reuters afirmaram que, nesta manhã, a pressão de baixa sobre a moeda norte-americana era mais forte do que a de alta na disputa pela formação da taxa.
BC volta a atuar no câmbio
O dia foi marcado ainda pela volta do BC ao mercado. Segundo a Reuters, o BC ofertou nesta terça até US$ 4,7 bilhões com compromisso de recompra, em operação que tem como objetivo a rolagem de contratos já existentes.
O BC não atuou no mercado nas sete sessões anteriores. Antes disso, vinha agindo principalmente por meio de swaps cambiais reversos, que equivalem a compra futura de dólares, especialmente quando a moeda norte-americana recuava abaixo de R$ 3,50.
Dia anterior
O dólar fechou em queda na segunda-feira (30), voltando a ser cotado abaixo de R$ 3,60, após ter acumulado alta de mais de 2% na última semana. A moeda encerou o dia em queda de 0,92%, a R$ 3,5779 na venda, após ter encerrado a última semana a R$ 3,611.
