Dólar fecha a R$ 3,05, no menor valor desde maio de 2015
Moeda norte-americana recuou 0,46%, a R$ 3,0565 na venda
O dólar fechou em queda pelo segundo pregão seguido nesta quinta-feira (23), voltando ao patamar de R$ 3,05 depois de quase dois anos, após o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, não endossar apostas de aumento de juros em breve e em meio ao ambiente de taxas mais baixas no Brasil.
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A moeda norte-americana recuou 0,46%, a R$ 3,0565 na venda, na menor cotação desde 21 de maio de 2015 (R$ 3,0426). Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 3,0510, segundo a Reuters.
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"Além de o mercado achar que o Fed não deve subir o juro agora em março, o BC brasileiro cortou a Selic, o que ajuda a impulsionar a economia e deixa investidores satisfeitos", comentou à Reuters o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.
Juros nos EUA


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Na véspera, a ata do último encontro do Federal Reserve (Fed) mostrou que muitos membros do colegiado disseram ser apropriado aumentar os juros "em breve", caso os dados de emprego e inflação estejam alinhados com as expectativas. O Fed se reúne novamente para tratar de política monetária nos dias 14 e 15 de março.
Entre os membros com direito a voto, no entanto, havia muito menos urgência de aumentar as taxas, com muitos vendo apenas "risco modesto" de que a inflação aumentaria significativamente e que o Fed "provavelmente teria tempo suficiente" para responder se surgissem pressões sobre os preços.
Dessa forma, os investidores ganharam tempo para deixar seus recursos aplicados em outras praças, como a brasileira. Juros maiores pelo Fed têm potencial para atrair recursos à maior economia do mundo.
Atratividade do Brasil
Além disso, mesmo com os cortes, a Selic ainda é a maior taxa do mundo, segundo a corretora Infinity, o que mantém a atratividade do mercado brasileiro aos investidores.
Com os juros básicos em 12,25% ao ano, a taxa real soma 7,3% ao ano. Com isso, permanece bem acima do segundo colocado, que é a Rússia, com 4,91% ao ano, seguida pela Colômbia, com 2,97% ao ano. Nas 40 economias pesquisadas, a taxa média está negativa em 2,2% ao ano.
O BC vendeu o lote integral de 6 mil swaps tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - nesta sessão, rolando apenas parte (equivalente a US$ 2,4 bilhões) dos US$ 6,954 bilhões em swaps que vencem em março. A autoridade não costuma fazer leilões no último pregão do mês que, por causa do Carnaval, acontece nesta sexta-feira.
