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Dólar fecha 1ª sessão do mês em alta após impeachment e de olho em Fed

Moeda norte-americana avançou 0,62%, vendida a R$ 3,2495. No acumulado do ano, dólar recua 17,6% frente ao real

O dólar fechou em alta na primeira sessão de setembro, nesta quinta-feira (1º), no dia seguinte à aprovação pela Senado do impeachment de Dilma Rousseff. Operadores ficaram à espera de novas sinalizações de medidas para o campo fiscal e aguardaram pistas sobre o momento da alta dos juros norte-americanos.

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A moeda norte-americana subiu 0,62%, vendida a R$ 3,2495. Na semana, o dólar tem desvalorização de 0,68% frente ao real. No acumulado do ano, a moeda recua 17,6%.

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Tendência

Uma pesquisa da Reuters publicada nesta quinta apontou que a tendência de desvalorização do dólar em relação ao real tem se fortalecido e deve proteger a moeda brasileira de movimentos bruscos causados pela normalização das taxas de juros nos Estados Unidos.

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A mediana das projeções para o dólar para daqui a um ano caiu de R$ 3,50 em agosto para R$ 3,45, segundo a agência. A moeda tem sido cotada pouco acima de R$ 3,20. A expectativa para daqui a um mês ficou em R$ 3,20 e, para daqui a seis meses, em R$ 3,34.

Segundo a Reuters, uma das razões para a maior confiança dos investidores na moeda brasileira é a taxa de juros do país, que foi mantida pelo Banco Central em 14,25% na quarta-feira. Juros altos atraem investidores para operações de arbitragem e, ao mesmo tempo, tornam mais caras as apostas em uma desvalorização do real.

"Se hoje eu tivesse que dar um viés (para o dólar), diria que o viés é claramente para baixo," disse à Reuters o estrategista de câmbio e juros do BNP Paribas Gabriel Gersztein. "Hoje é muito caro apostar contra o real, e vai continuar a ser caro em 2017."

Essa opinião é compartilhada por uma pequena maioria de participantes que responderam a uma pergunta extra sobre o balanço de riscos para o real, dizendo que o maior risco ao cenário atual é de uma valorização da moeda brasileira em relação ao dólar, e não o contrário.

Cenário local

O impeachment de Dilma Rousseff na quarta-feira, entretanto, pode contribuir para aumentar a volatilidade nas próximas semanas, por aumentar a cobrança do mercado em relação às medidas econômicas propostas por Michel Temer.

"Existe o mal estar causado pelas divergências vistas ontem entre PSDB e PMDB na votação do impeachment, o que pode dificultar as aprovações do ajuste fiscal no governo (do presidente Michel) Temer", disse à Reuters o superintendente geral de câmbio da corretora SLW, João Paulo de Gracia Correa.

"O relógio vai começar a andar muito mais rápido para o governo cumprir a agenda de reformas prometida," escreveram analistas do Bank of America Merrill Lynch em relatório.

Juros nos EUA

No exterior, os investidores ficaram atentos à política monetária dos Estados Unidos. Declarações recentes de membros do banco central dos EUA (Federal Reserve) levaram o mercado a ver mais chances de alta de juros nos EUA ainda em setembro. Juros mais elevados tendem a atrair para a maior economia do mundo ativos atualmente investidos em países como o Brasil.

"As pessoas estão novamente nervosas em relação ao Federal Reserve", disse à Reuters Camilo Perez, do Banco de Bogotá. "Os investidores estrangeiros ficam muito menos ativos com a consolidação das expectativas de um aumento do juro pelo Fed até o final do ano."

Com a expectativa pelos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, na sexta, agentes de mercado buscam pistas sobre o momento da próxima alta de juros na maior economia do mundo. "Vai ser o principal indicador (para sinalização de alta de juros nos EUA)", disse o estrategista da corretora Icap, Juliano Ferreira, à Reuters.

Intervenção do BC

O Banco Central voltou a vender nesta manhã a oferta total de até 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares.

Último fechamento

Na quarta-feira, o dólar caiu 0,33%, vendido da R$ 3,2293, encerrando o mês de agosto com perda de 0,41% em relação ao real. No ano de 2016, há recuo acumulado de 18,2%.

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