Balança comercial brasileira é impulsionada pelo Agronegócio
Com superávit de quase US$ 39 bilhões registrado no primeiro semestre, o setor já representa quase 50% de tudo o que o Brasil vende para o exterior
O agronegócio exportou US$ 45 bilhões no primeiro semestre, puxando a balança comercial brasileira. Com aumento de 4% em relação aos primeiros seis meses de 2015, o setor é responsável por 49,9% de tudo que o país vendeu para o exterior no período, segundo o Ministério da Agricultura. O superávit foi de quase US$ 39 bilhões. Ou seja: as exportações superaram as importações.
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"A grande oportunidade que o Brasil tem de arrumar as suas contas e acelerar a saída da crise que nós estamos, economicamente, é pelo agro. Então, nós temos que pegar a mala, viajar pelo mundo e pedir que os países autorizem e ampliem a compra de produtos brasileiros", analisa o ministro da Agricultura Blairo Maggi.
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O complexo soja, composto por farelo, grão e óleo, foi o principal responsável por esse crescimento. A quantidade exportada foi recorde para o semestre: 38,5 milhões de toneladas - crescimento de 19% em comparação com o mesmo período de 2015.
As carnes também se destacaram. O principal produto foi a carne de frango. Os embarques chegaram a 2 milhões de toneladas, uma alta de 14,7%.


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No setor de cereais, o milho ficou com 85% das vendas. No último semestre, foram US$ 2 bilhões, alta de 104%.
Já o café não teve bom desempenho. As exportações alcançaram a cifra de US$ 2,4 bilhões, o que representa uma queda de 24,4%.
Os principais parceiros comerciais do Brasil no agronegócio estão concentrados na Ásia. A China está comprando mais soja e carne bovina do país. Os chineses ficaram com 30% de tudo que vendemos: compraram US$ 13,5 bilhões no primeiro semestre. Japão, Coréia do Sul e Paquistão também ajudaram a balança comercial a fechar no positivo.
Se não fosse o agronegócio, nossa balança comercial no primeiro semestre estaria no vermelho em mais de US$ 15 bilhões.
