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Setor de serviços em Alagoas fechou mais de 7 mil postos de trabalho durante a pandemia

Pesquisa divulgada pelo IBGE aponta ainda que estado perdeu 634 unidades empresariais no ramo de serviços em 2020

A pandemia de covid-19 fez com que o setor de Serviços em Alagoas fechasse 7.824 postos de trabalho. Essa é a diferença entre os 98.289 empregados no setor em 2019 e os 90.465 empregados em 2020, o primeiro ano da pandemia. O cenário de perdas foi apontado pela Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2020, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na última quarta-feira (24).

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A pesquisa aponta ainda que Alagoas perdeu 634 unidades empresariais no ramo de serviços. Em relação à receita bruta do setor, a perda em 2020, na comparação com 2019, foi de R$ 445.060 milhões. Em todo o Brasil, são 1.368.885 de empresas no setor, uma queda de 1,1% em relação a 2019. Em todo o país, essas empresas foram responsáveis por ocuparem 12,5 milhões de pessoas, pagando R$ 373,5 bilhões em salários, retiradas e remunerações.

Em nível nacional, os serviços profissionais, administrativos e complementares (504,5 mil empresas) e os serviços prestados principalmente às famílias (357,8 mil) foram os segmentos com maior número de empresas, correspondendo, em conjunto, a 63,0% das empresas prestadoras de serviços não financeiros em 2020.

Em 2020, o isolamento social ocasionado pela pandemia da Covid-19 gerou consequências no emprego, no desenvolvimento das empresas e nos serviços prestados de forma presencial. Frente a 2019, enquanto o PIB caiu 3,9%, o PIB do setor de Serviços recuou 4,3%.

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Entre 2011 e 2020, a média de ocupação do setor de serviços caiu de dez para nove pessoas por empresa. Das quatro atividades de empresas com maior porte, três estão no segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que tinha a maior média de ocupação: 15 trabalhadores por empresa. A atividade de transportes aéreo foi a que apresentou a maior variação negativa em termos absolutos (-41 pessoas).

“Em dez anos, o porte das empresas mudou pouco, passando de uma média de dez para nove pessoas ocupadas, com pouca variação, a não ser de serviços profissionais, administrativos e complementares e de outras atividades de serviços que caíram de 14 para 11 e de 13 para 10.

Em relação aos salários, há queda em todos os segmentos, à exceção de outras atividades de serviços. O destaque é o segmento de serviços de informação e comunicação que paga o maior salário, mas também caiu”, diz o analista da PAS.

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O salário médio mensal recuou, passando de 2,5 salários mínimos (s.m.), em 2011, para 2,2 s.m. em 2020. Serviços de informação e comunicação (4,5 s.m.) continuou com a maior remuneração em salários médios, mas foi o que teve a maior redução (1,0 s.m.). Esse resultado foi influenciado pela atividade de telecomunicações que reduziu 2,1 s.m. em 10 anos.

Outras atividades de serviços (3,4 s.m.) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,6 s.m.) também continuaram a pagar, em 2020, salários acima da média do setor. Serviços prestados principalmente às famílias tiveram a média salarial mais baixa (1,4 s.m.).

Entre 2011 e 2020, três das cinco grandes regiões perderam participação em receita. O Sudeste, que concentrou a maior parcela da receita bruta, perdeu 0,7 pontos percentuais (p.p.), passando de 66,1% para 65,4%; enquanto o Nordeste caiu de 10,2% para 9,5% e o Norte, de 2,8% para 2,6%. Apenas o Sul (14,1% para 15,0%) e Centro-Oeste (6,8% para 7,4%) cresceram em participação, apresentando ganhos de 0,9 p.p. e 0,6 p.p. em dez anos.

Todas as regiões tiveram quedas nos salários, com Sudeste, Norte e Centro-Oeste apresentando as maiores perdas: 0,3 s.m. Já as regiões Sul e Nordeste perderam 0,2 s.m.

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