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Marcos Caruso sobre o neto: "Me ensinou que não existe o impossível"

Ator é avô de Bento, que nasceu com fissura labial rara

Marcos Caruso está em Portugal, onde faz turnê com o espetáculo Intimidade indecente, mas mesmo de longe tem usado a sua rede social para promover uma campanha da ONG As Fissuradas, criada por sua filha, Luiza Pannunzio, após o nascimento do filho, Bento, que veio ao mundo com fissura labial rara (sem o canal lacrimal direito e com uma fenda faltando no céu da boca) e fez uma cirurgia com 24 horas de vida.

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O objetivo é arrecadar verba com a venda de camisetas para compra de passagens aéreas que levarão os integrantes da ONG para participar de uma audiência pública em Brasília que discutirá a formulação de uma política nacional de reabilitação das anomalias craniofaciais e a situação das pessoas com fissura labiopalatina e fenda palatina no Brasil.

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"Queremos acolher sugestões para a transformação do cenário futuro no tratamento de nascidos com malformação congênita. Hoje o maior desafio é dar continuidade ao tratamento da forma adequada. Em muitos casos, encontrar tratamento próximo ao seu local de origem. A luta da rede As Fissuradas é por dados - para que através deles - o Sistema Único de Saúde possa oferecer o tratamento completo para todos os nascidos com esta malformação congênita no nosso país", explica Caruso em entrevista para QUEM.

A ONG também ainda tenta arrecadar fundos para criar o espetáculo O Menino Que Não Sabia Chorar, que aborda a história de seu neto. "A peça está aprovada na lei Rouanet para captar até o final desse ano. Infelizmente, ainda não conseguimos o suficiente para executar o projeto. O que é uma pena pois a peça falaria todas as tardes para um público diferente sobre esta questão e sobre se aceitar, e aceitar as pessoas como elas são."

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TRATAMENTO

O ator acompanha de perto os tratamentos feito pelo neto, que já passou por três cirurgias e muitos procedimentos. "Ele passará por outras cirurgias, a próxima é o enxerto ósseo. Não dá para precisar quantas mais ele passará. Hoje em dia Bento segue uma vida bem normal como qualquer menino da sua idade. Só que vai ao ortodontista toda semana, ao cirurgião craniofacial de 6 em 6 meses e ao oftalmologista de 4 em 4. Faz avaliações de fono e auditiva... Mas tudo se inclui na rotina. E se torna normal."

Quando soube da malformação congênita do neto, no final da gestação da filha, Caruso conta que teve medo. A falta de informação o assustou. "Tive muito medo por causa da desinformação. Afinal, não temos tanto conhecimento sobre o tema", relembra ele.

VOVÔ CORUJA

Vovô coruja, Caruso costuma ser bem participativo na rotina do neto. Eles amam brincar e o menino já mostra interesse pela arte cênica. "Sempre curti ser pai. Amo cuidar. E cuidar sem a responsabilidade de só educar é muito melhor. Brincamos muito com a imaginação, não gostamos do pronto, adoramos criar. Sempre com muito, muito humor", conta Caruso, que com o neto aprendeu a desafiar o impossível.

"Admiro a força de vontade, tenacidade, amorosidade e o excepcional senso de humor do Bento. Ele me ensinou que não existe o impossível. Apenas o difícil."

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