Em meio a comemorações de 50 anos de carreira, Djavan ganha biografia
Em “Djavan– dizem que o amor atrai”, a obra e legado do artista é revisitada por meio da perspectiva familiar

Um dos nomes mais queridos da música brasileira, Djavan ganha uma nova homenagem para além dos palcos. O livro Djavan – Dizem que o amor atrai: a biografia-reportagem, de Tiago Ramos e Mattos, chega aos fãs como uma oportunidade de conhecer a trajetória, memórias e detalhes da vida do artista por meio dos olhos das pessoas mais próximas ao cantor.
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A obra percorre diferentes fases do “jardim da vida” do músico, desde a infância em Maceió e a influência decisiva de sua mãe, Dona Virgínia, até a consagração nacional e internacional. O autor apresenta aspectos da formação do alagoano, destacando como suas origens, ancestralidade africana e relação com a natureza contribuíram para a criação de uma identidade única. “Cantar é tirar o que está ‘guardado dentro’ e dar-se para doar um universo encantado. É preciso dividir para resistir. A arte de cantar é, assim, extravasar o que o coração não comporta. Para Djavan, é ponte, não monólogo (…) É mérito que move o dom e anima as almas”. (Djavan – dizem que o amor atrai, p. 10)
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Também autor de Silvio Santos vem aí: a biografia-reportagem do ‘patrão’, Mattos dedica sua trajetória ao estudo das narrativas e das histórias de grandes personalidades brasileiras. Para construir o novo retrato, o escritor conversou com familiares de Djavan, incluindo um sobrinho e sua esposa, além da sobrinha-neta, e revisitou lugares importantes da infância em Maceió, trazendo novas perspectivas sobre sua formação e vínculos afetivos. Entre as histórias resgatadas estão momentos fundamentais da carreira do artista, como a descoberta do violão aos 16 anos, quando deixou o sonho de ser jogador de futebol para seguir a música e a chegada ao Rio de Janeiro.
A publicação apresenta revelações sobre episódios conhecidos pelos fãs, como o verdadeiro significado por trás da faixa “Flor de Lis”, a história da colaboração que quase aconteceu com Michael Jackson, músicas censuradas durante a ditadura militar e composições inéditas. Ao revisitar cinco décadas de dedicação à MPB, o autor apresenta um retrato de um artista em constante movimento criativo, na busca pelo “esplendor em si”.


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Em um formato de biografia não-autorizada, Mattos explora a figura de Djavan como um amigo, marido e pai. Com as entrevistas, o autor constrói o cantor para além do imaginário do brasileiro, abordando suas alegrias, perdas, preconceitos enfrentados, paixões, família, posicionamentos políticos e reinvenções constantes. Entre relatos e entrevistas, a novidade literária emerge como um retrato íntimo de um homem que transformou suas próprias vicissitudes em beleza.
