Bruno Gagliasso exalta papel dos antirracistas: 'Não adianta só não ser racista'
Ator e a mulher, Giovanna Ewbank, ganharam troféu por luta contra o racismo
Bruno Gagliasso admite que a chegada da filha, Títi, de 4 anos, provocou uma mudança na sua forma de ver o que acontece ao seu redor, principalmente após os frequentes ataques racistas sofridos pela menina. "A paternidade com certeza foi um divisor de águas. Tudo muda. A minha concepção do mundo mudou", afirma em entrevista ao Purepeople. Ao lado da mulher, Giovanna Ewbank, ele foi premiado na categoria Sociedade/Diversidade do prêmio "Faz Diferença" do jornal "O Globo", pela luta deles contra o preconceito racial.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

'É PRECISO SER ANTIRRACISTA', ASSEGURA O ATOR
Leia também
O pai de Títi destaca ainda o engajamento dele e da mulher no tema. "É difícil falar porque fizemos nossa obrigação. Se todo mundo fizesse a sua obrigação, se as pessoas parassem de ser omissas tudo seria melhor", opina. "Não adianta só não ser racista, é preciso ser antirracista. Só assim as coisas vão mudar", acrescenta o pai coruja de Títi, com quem é clicado com frequência em momentos de lazer. "Exato. Não adianta você não ser racista e não fazer nada com quem é", fez coro a atriz, que dedicou, ao lado do marido, o troféu para várias pessoas como a vereadora e ativista Marielle Franco, morta há tiros no último dia 14. "Você tem que corrigir, tem que falar, tem que apontar. Isso e fazer a diferença. E é com tudo, não só o racismo", concluiu Bruno. Na época do mais recente ataque racial à filha, o ator se emocionou ao comentar a agressão sofrida pela menina. "Eu não tinha ideia que era assim. Óbvio que sempre soube que (o racismo) existia, mas vivenciar isso dentro de casa é muito forte, agressivo, machuca. E você só sente quando está dentro de casa", frisou.
ATRIZ REPUDIOU CAMPANHA ACUSADA DE PRECONCEITO RACIAL: 'CRUEL'


Vídeo mostra últimos momentos de jovem encontrada morta em condomínio de Fortaleza

Balde de água fria no aniversário do CRB - 21/09/2026

Incêndio atinge apartamento na Ponta Verde

Acidente na BR-101 deixa feridos em Porto Real do Colégio
Giovanna criticou a peça publicitária da multinacional H&M; que colocou um menino negro usando uma camisa onde se lia "O macaco mais legal da selva". "Em que século estamos vivendo, mesmo? Não existe mais tolerância para esse tipo de preconceito!", disparou. "Como uma mega marca como a H&M; pode ser tão cruel, imbecil e racista? Como tantas pessoas que trabalham numa empresa gigantesca como essa deixaram passar um absurdo como esse?", questionou, indignada, em sua conta de Instagram.
