Mostra Sururu tem exibição gratuita de curtas e clipes em Maceió

Maior janela do audiovisual alagoano celebra efervescência do setor; 14ª edição ocorre entre 7 e 10 de dezembro, no Arte Pajuçara

Contar histórias. Essa arte tão antiga quanto importante, que contribui sobremaneira com a preservação da memória e da cultura de um povo, é quase a religião de quem se propõe a viver da produção audiovisual em Alagoas. Quem diz isso, reafirmando a devoção e o talento dos cineastas locais, é a produtora executiva da Mostra Sururu de Cinema Alagoano, Renah Berindelli. A 14ª edição do evento começa nesta quinta-feira (7) e segue até o domingo (10), no Centro Cultural Arte Pajuçara, em Maceió, com exibições gratuitas de curtas-metragens e clipes musicais.

Serão exibidas 33 obras, todas produzidas e filmadas no estado. Além da mostra competitiva, a Sururu conta com masterclasses, reuniões de articulação do setor audiovisual, além de uma sessão exclusiva em homenagem a Werner Salles, importante cineasta radicado em Alagoas.

“Nossa expectativa é termos um alcance ainda maior do que tivemos nas edições anteriores, tendo em vista o recorde de filmes selecionados para as sessões da mostra competitiva e para a de videoclipes. Neste ano, teremos 24 curtas-metragens e nove clipes”, conta Renah Berindelli.

Mostra de cinema genuinamente alagoana tem sessões com entrada gratuita em Maceió - Foto: Divulgação

A produtora elenca uma série de novidades que devem atrair os amantes da sétima arte. Para começar, a iniciativa atuou em frentes diferentes ao longo do ano, visando envolver esse público. Desde agosto, por exemplo, a organização realiza um mapeamento inédito de filmes alagoanos com acessibilidade. A ideia está associada a outras ações, como uma convocatória para artistas visuais mulheres, que resultou na nova identidade da mostra, com desenhos de Nathália Ursa, Thayná Vasconcelos e Iel Ferreira.

“Adotamos a cor verde para simbolizar esta 14ª edição. O objetivo é semear a consciência da importância de preservar e valorizar o ambiente da produção do cinema de Alagoas. O verde também simboliza esperança, renovação, crescimento, acessibilidade. E reforça o compromisso da Mostra Sururu em promover o amadurecimento e o fortalecimento do cinema alagoano, num convite para que todas as pessoas se unam em torno disso”, explica.

“Dialogar sobre essas práticas é o primeiro passo para implementação de ações efetivas para a realização de produções com responsabilidade socioambiental. Entender os ambientes não só como espaços de produção, e sim pensar as relações das pessoas que se unem para essas produções”, complementa Berindelli.

TEMPO DE CELEBRAR

"Diafragma", de Robson Cavalcante, também está na programação; animação participou do Festival Internacional de Curitiba este ano - Foto: Reprodução

Na tela da maior janela do cinema alagoano, o público poderá conferir curtas-metragens que têm circulado em festivais no Brasil e até no exterior. Entre as produções selecionadas, há filmes como “Nós Duas”, de Wéllima Kelly e Leandro Alves, que representou Alagoas na Mostra Tiradentes deste ano; e “Queima Minha Pele” (foto), de Leonardo Amorim, aplaudido no Queer Lisboa, em Portugal.

“Chegou a hora de comemorarmos os avanços do nosso audiovisual. Celebraremos os resultados das grandes lutas para a implantação de políticas públicas culturais. Muitos dos filmes que estarão em cartaz neste ano já são frutos das conquistas do acesso dos nossos artistas a editais de fomento”, pontua a produtora da mostra.

Renah Berindelli finaliza com um convite ao público de Alagoas. Para ela, é necessário que os alagoanos se apropriem do audiovisual local, façam parte desse movimento que vem conquistando espaços em todo o mundo, com destaques em praticamente todas as mostras internacionais de cinema, de Veneza a Berlim.

“Temos em nosso estado uma vasta potência criativa, que, mesmo sem contar com os recursos que deveriam, realizam feitos extraordinários. Atualmente, estamos conseguindo uma grande notoriedade no mercado audiovisual nacional e mundial. Nenhum desses resultados seria possível sem que a sociedade percebesse o valor dessas produções. Mas é preciso que todos compreendam o cinema como um setor viável da economia criativa. Quando nosso cinema prospera, nosso estado prospera junto”, finaliza.

A 14ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano é uma realização do Fórum Setorial do Audiovisual Alagoano (FSAL), com produção da Sambacaitá. O evento é patrocinado pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa; com apoio cultural do Sesc Alagoas, Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), Alagoar, Centro Cultural Arte Pajuçara, Cardume e Permear Arte e Acessibilidade.

A programação completa do evento pode ser conferida no site: mostrasururu.com.br.

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