Djavan lança “Beleza destruída”, primeira colaboração com Milton Nascimento
Segundo single de “D”, o 25º álbum do cantor e compositor alagoano, música chega acompanhada de clipe e está disponível nas plataformas digitais
Trata-se do encontro de dois titãs da Música Popular Brasileira: Djavan e Milton Nascimento. Arquitetos de sonoridades originais, cada um a seu modo, eles protagonizam a música e o clipe de “Beleza destruída”, single lançado ontem (21) e disponível em todas as plataformas digitais. A canção, produzida e arranjada pelo alagoano, faz um alerta sobre a relação predatória do homem em relação à natureza.
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A faixa integra o vindouro “D” (Luanda Records/Sony Music), 25º álbum de Djavan, previsto para ser lançado em meados de agosto. De acordo com o artista, quando começou a pensar no que seria o novo trabalho, teve a convicção de que era o momento de fazer algo com Milton Nascimento. Ao falar sobre o amigo e ídolo, Djavan deixa de lado o usual cuidado com as palavras.
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“Bituca é uma coisa do outro mundo. Ele é improvável na sua originalidade”, afirma. “Talvez nem ele saiba como foi importante na minha formação, o período em que eu estava ouvindo toda a música do mundo e ele me causou um arrebatamento enorme.”
Com melodia e harmonia misteriosas, criadas no violão por Djavan, a música traz uma letra urgente, política e ecológica – como tantas do repertório de Djavan e de Milton. Escrita por Djavan, a obra parece falar pelos dois: “Mas o homem/Cego por dinheiro/Só sabe dizer:/Dizimar, dizimar/Ver tanta beleza/Destruída/Encolhendo/A própria vida assim/É o fim!”.


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Um acontecimento

O processo de gravação desse encontro histórico possui características próprias dos grandes acontecimentos. Djavan compôs pensando na voz de Milton, que, ao receber a gravação, achou que o tom estava alto para ele. Mas ao chegar no estúdio viu que não: a canção cabia-lhe perfeitamente no tom original. Eles gravaram, então, de mãos dadas. Um pedido do Bituca.
O álbum “D” foi formatado entre outubro de 2021 e maio de 2022, no estúdio mantido por Djavan na casa do artista, no Rio de Janeiro (RJ). A masterização foi feita por Greg Calbi e Steve Fallone no estúdio Sterling Sound em Nova York (EUA).
