Banda Gato Negro lança "Mestiço", com ponte entre o passado e o presente

Segundo álbum do grupo alagoano tem grooves psicódelicos e dançantes dos anos 1970

Enquanto na mitologia grega o cão de três cabeças Cérbero guarda a entrada do inferno, para a banda alagoana Gato Negro a versão felina do animal mitológico certamente protege a porta do paraíso. É justamente essa figura inusitada, ilustrada pela artista plástica Ana Noronha, que estampa a capa de "Mestiço", segundo álbum do trio, que se destaca na cena musical alagoana.

O disco lançado nesta sexta-feira (11) mergulha nos grooves mais psicodélicos e dançantes dos anos 70, mesclando ao rock alternativo e ao blues. É possível ouvir "Mestiço" em todas as plataformas de música.

"É a evolução natural de ‘Cio’, nosso disco de estreia. Uma mistura de sentimentos aguçada pelo isolamento da pandemia e uma vontade louca de emanar energias positivas”, conta o vocalista e guitarrista Paulo Franco, que também assina a produção musical.

Capa do disco "Mestiço", com ilustração da artista Ana Noronha - Foto: Reprodução

Além dele, a banda conta com Wilson Silva na bateria e André Damasceno no baixo. O disco ainda traz Natan no trompete e flugelhorn. Iniciada em 2007, a Gato Negro reuniu um repertório autoral que une funk, soul, rock e blues, indo de Tim Maia até Led Zeppelin. Seu disco de estreia, “Cio”, foi lançado em 2015, e durante a pandemia eles se inspiraram na vontade de trazer algo novo, algo luminoso.

Para o artista, “Mestiço” é um disco para se ouvir no fim de noite ou para relaxar em casa e mostra uma nova página de um grupo que quer se reinventar para se aproximar ainda mais do público.