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Evento gratuito em Maceió recebe artistas naïf para bate-papo nesta quinta-feira (30)

Lula Nogueira e Tânia Maya Pedrosa falarão sobre processos criativos e cultura popular; conversa será mediada por Thaisa Sampaio

A arte naif produzida em Alagoas será celebrada, nesta quinta-feira (30), durante o “Munguzá Cultural” do Museu Théo Brandão (MTB). O evento gratuito, que ocorrerá no Palato Praia, às 19h30, receberá Tânia de Maya Pedrosa e Lula Nogueira para um bate-papo, que será mediado pela professora Thaisa Sampaio, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Os artistas também exibirão algumas das suas obras no local.

A chamada arte naïf é uma arte simples, espontânea, sem técnicas acadêmicas e formais. O artista desse estilo é considerado um autodidata. Naïf é uma palavra francesa que significa ingênuo, inocente. Esse modelo, caracterizado pela liberdade artística, foi marcado pela exposição do pintor autodidata Henri Rousseau, em 1886, no Salão dos Independentes de Paris.

Em Alagoas, os artistas Tânia de Maya Pedrosa e Lula Nogueira são destaques dessa arte. O trabalho da dupla representa o estado, alcançando muito além do meio artístico local. Memórias, cores, cenas do cotidiano alagoano e nordestino, visões de mundo apresentadas pelo olhar naïf.

O universo naïf de Tânia reflete o imaginário do Nordeste, com narrativas que abordam as peculiaridades naturais e simbólicas do espaço geográfico. Não por acaso, ela trilhou o caminho da arte. Chegou a fazer a graduação em Direito, mas não se identificou com a prática profissional. Fez os primeiros trabalhos em segredo, mas o sigilo não durou muito. Ela conquistou prêmios, exposições no país e no exterior, catálogos, entre outros reconhecimentos. “Era meu destino. Já nasci no meio artístico. Minha mãe era professora de música. Quando viajo, vou muito a museus, faço cursos. Não sou uma pessoa parada”, disse.


			
				Evento gratuito em Maceió recebe artistas naïf para bate-papo nesta quinta-feira (30)
Tânia Pedrosa participa pela segunda vez do projeto Munguzá Cultural. Reprodução

Em 1998, a artista ganhou o primeiro prêmio, denominado “Aquisição”, o mais importante da Bienal Naïf, sediada em Piracicaba, interior paulista. Na época, ela também foi capa do catálogo oficial da mostra. O momento, decisivo na carreira de Tânia, foi só o começo da trajetória de reconhecimento da artista alagoana, cujo sucesso ultrapassou as fronteiras locais há mais de vinte anos.

Exposições individuais e coletivas percorreram o Brasil e países como França, Inglaterra e Suíça. A obra de Tânia também está registrada em livros e catálogos sobre naïf no Brasil, além de publicação na revista inglesa “Raw Vision”.

“Eu sou autodidata, só havia tido duas aulas. Fiz cursos de arte teórica, mas não de arte na prática. Transfiro para as telas o que está na minha memória. Eu só sei fazer naïf. Quem manda em mim é o meu pensamento, com meus pincéis amorosos e minhas tintas. Se é certo ou errado, sou eu mesma”, disse, sintetizando a arte naïf.

Tânia revela que, ao pintar, se entrega a rituais de quietude: “Gosto de pintar ouvindo música clássica. Às vezes, rezo quando estou pintando”, confessa.

LULA NOGUEIRA


			
				Evento gratuito em Maceió recebe artistas naïf para bate-papo nesta quinta-feira (30)
Lula representa personagens da cultura popular e locais históricos em sua arte. Reprodução

Lula Nogueira, que também participa do bate-papo do MTB, é outro grande representante da arte naïf em Alagoas. As paisagens locais marcam presença em cenas cotidianas, cenários que representam histórias, memórias locais, ruas e personagens, exibidas em cores vibrantes pelo artista.

Foi na infância que ele começou a pintar, retratando as manifestações e figuras populares. A primeira exposição aconteceu aos vinte anos de idade, em Marechal Deodoro. Foi só o começo da história. O trabalho do artista já foi visto nos principais espaços de exposição da capital alagoana. Em 1993, a obra de Lula Nogueira integrou uma mostra coletiva na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Ele voltou a expor na cidade maravilhosa em 2001, com uma mostra individual, e em 2006, quando participou da exposição “Brasil bom de bola”, no Museu Internacional de Arte Naïf (MIAN).

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Lula estudou no ateliê de Pierre Chalita. Em Minas Gerais, fez curso de gravura em metal, momento em que se aproximou da arte mineira. Antes mesmo de ser aluno da professora de pintura para adolescentes, Vânia Lima, de Recife, ele apresentava a tendência para o Naïf. “Já tinha uma semente em mim dentro do Naïf. Eu gostava de pintar temas regionais. Eu me identifiquei com o povo, com a linguagem popular dos cordéis, já tinha influência das viagens que eu fazia”, disse.

Tânia e Lula começaram a trabalhar juntos no projeto “Arte Alagoas”, que uniu as duas trajetórias, que agora se reencontram na “Noite Naïf”, onde eles contarão histórias, vivências, inspirações, bastidores desse universo artístico livre de padrões formais.

O “Munguzá Cultural” ocorre no Palato Praia, localizado na Avenida Sílvio Carlos Viana, 2185, na Ponta Verde. O evento é aberto ao público.

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