Espiritualista ensina 5 práticas para lidar com o medo e a tensão diante das incertezas
Com a intensificação das notícias e discussões sobre as eleições, Kelida Marques explica como acolher as emoções

O excesso de notícias, as discussões políticas e as incertezas sobre o futuro podem transformar o período eleitoral em uma verdadeira montanha-russa emocional. Medo, ansiedade, irritabilidade e dificuldade para relaxar estão entre as reações que podem surgir diante de um cenário de tensão coletiva. A relação entre política e saúde emocional já foi identificada, inclusive, em pesquisas.
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Um levantamento da American Psychological Association (APA), realizado em 2024, revelou que 69% dos adultos norte-americanos consideravam a eleição presidencial daquele ano uma fonte significativa de estresse. Embora os dados sejam dos Estados Unidos, ajudam a dimensionar como as disputas eleitorais podem afetar emocionalmente a população.
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Para a mentora espiritual e energética Kelida Marques, o primeiro passo é compreender que sentir medo não significa necessariamente perder o controle. Pelo contrário: reconhecer a emoção pode ser uma oportunidade para desenvolver o autoconhecimento e fortalecer o equilíbrio interior. "O medo pode funcionar como uma forma de proteção diante de possíveis perigos ou como um convite ao acolhimento. Nem sempre conseguimos controlar o que acontece ao nosso redor, mas podemos aprender a reconhecer o que sentimos e escolher como reagir", explica.
Segundo a espiritualista, o problema começa quando a preocupação deixa de ser uma reação pontual e passa a interferir continuamente nas escolhas, nos relacionamentos e na capacidade de aproveitar o presente.


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"Quais inseguranças precisam de acolhimento? Ao refletirmos sobre nossos aspectos de luz e sombra, podemos aprender a reconhecer o que sentimos sem nos julgar por isso. Não precisamos compreender tudo de uma vez. Reconhecer que o medo vem e vai já é um passo importante", afirma.
Na perspectiva espiritual apresentada por Kelida, períodos de intensa preocupação coletiva também podem influenciar a maneira como as pessoas percebem os ambientes e suas próprias emoções. Algumas tradições espiritualistas interpretam essas experiências por meio do conceito de energia ou vibração. Entretanto, a especialista ressalta que sentir medo, angústia ou desconforto não significa necessariamente estar sob influência espiritual negativa.
"Quando estamos emocionalmente fragilizados, podemos interpretar tudo ao nosso redor como uma ameaça. Por isso, antes de atribuir o que sentimos a fatores externos, é importante olhar para dentro, identificar nossas necessidades e buscar aquilo que nos proporciona acolhimento", orienta.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também destaca que o estresse é uma resposta natural a situações desafiadoras. Entretanto, quando se torna excessivo, pode afetar o sono, a concentração e o bem-estar físico e emocional. Entre as recomendações da organização estão manter contato com pessoas de confiança, praticar atividades físicas e limitar o consumo de notícias quando elas aumentam o estresse.
Diante disso, Kelida Marques traz cinco práticas para lidar com a ansiedade e o medo durante os próximos dias.
Reserve cinco minutos para desacelerar
Em meio à enxurrada de informações, pequenas pausas podem ajudar a interromper o ritmo acelerado da rotina. "Reservar cinco minutos em um ambiente tranquilo para respirar com calma e repetir mentalmente uma mensagem de acolhimento: Neste momento, eu posso respirar e cuidar de mim. Não preciso controlar tudo. Posso dar um passo de cada vez". A proposta é criar um momento de conexão consigo mesmo, sem a obrigação de eliminar imediatamente as preocupações.
Transforme o banho de pés em um ritual de autocuidado
Um escalda-pés com água morna, em temperatura confortável, pode ser incorporado a um momento de descanso, especialmente ao final do dia. "Mais importante do que o ritual em si é a intenção de desacelerar. Precisamos aprender a reservar momentos em que não estamos tentando resolver todos os problemas do mundo", recomenda a espiritualista.
Estabeleça limites para o consumo de notícias
Acompanhar os acontecimentos políticos é importante, mas permanecer conectado às notícias durante todo o dia pode aumentar a sensação de sobrecarga. A sugestão é experimentar intervalos de pelo menos 30 minutos longe das telas, evitar discussões desgastantes e priorizar fontes confiáveis. Durante essas pausas, atividades simples, como caminhar, brincar com um animal de estimação ou assistir a um filme, podem ajudar a direcionar a atenção para experiências agradáveis.
Resgate atividades que despertem boas lembranças
Assistir a um desenho antigo, ouvir músicas marcantes ou retomar um passatempo da infância pode representar uma oportunidade de reconexão afetiva. Na abordagem espiritual de Kelida, essa prática também pode ser compreendida como uma forma simbólica de acolher a chamada criança interior. "A ideia não é fugir da realidade ou presumir que todo medo tenha origem no passado, mas lembrar que também existem experiências de alegria e segurança que merecem espaço em nossa vida", explica.
Pratique o acolhimento emocional
Reconhecer os próprios sentimentos, sem culpa ou julgamento, é uma das principais orientações da espiritualista. Uma possibilidade é imaginar uma conversa carinhosa consigo mesmo em uma fase mais jovem da vida, reconhecendo dificuldades, conquistas e necessidades emocionais. "Você não precisa lutar contra tudo o que sente. O medo não deve conduzir todas as suas escolhas. Quando aprendemos a escutá-lo, ele pode deixar de ser um obstáculo e se tornar um convite para cuidarmos melhor de nós mesmos", conclui Kelida Marques.
