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Brasileiro prefere importar sêmen de doador com olho azul

Para técnicas de reprodução assistida, olho azul representa 52% dos pedidos de importação de sêmen. Em segundo lugar, estão doadores de olhos castanho

Brasileiros preferem doadores de sêmen com olhos azuis, segundo dados de documento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Eles representaram mais da metade das importações de sêmen (52%) entre 2014 e 2016. Em segundo lugar, ficaram olhos castanhos (24%), seguida da cor verde (13%).

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Sobre a origem étnica dos doadores, a maioria solicitada por brasileiros é de brancos caucasianos (95%). Depois, seguem-se pedidos de origem asiática (21%), latina (18%), e "multiétnicos" (15%).

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A importação de amostras de origem negra não apresentou relevância estatística com a Anvisa indicando o pedido de apenas 2 importações.

Ainda, a importação de sêmen cresceu 2500% entre 2011 e 2016 no País. Um dado inédito foi a observação do crescimento de importações entre casais de mulheres (279%), seguido pelo grupo de mulheres solteiras (114%) e por casais heterossexuais, em 85%.

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Os números são do primeiro "Relatório de Importação de Amostras Seminais para uso em Reprodução Humana Assistida", divulgado pela Anvisa.

O documento apresenta um perfil das importações de sêmen no Brasil e, segundo a agência, tem o objetivo de aperfeiçoar as políticas de reprodução humana assistida no País.

Sobre a distribuição regional, entre de 2014 a 2016, a Anvisa autorizou a importação de 1.011 amostras. Dessas, 79% foram para bancos do sudeste, 10% para região sul, 6% para o nordeste e 5% aos bancos da região centro-oeste. A maioria dos bancos de sêmen estão em São Paulo: são 47 bancos.

Regulação

No Brasil, não há lei específica que regule a reprodução humana assistida. A Lei de Biossegurança, de 2005, regula apenas a pesquisa e terapias com a utilização de células-tronco embrionárias.

Há alguns dispositivos normativos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina. Já a Anvisa, regula aspectos sanitários, como a padronização de técnicas laboratoriais e a fiscalização periódica de requisitos sanitários.

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