Projota volta a falar de amor em “Coisas da Vida”
Com Newma Santiago
Projota sempre gostou de falar de amor e, por expor isso em suas músicas, recebeu inúmeras críticas ao longo da carreira. Hoje, com a popularização das chamadas lovesongs, que tem como representantes L7NNON e MC Cabelinho, o artista se orgulha de ter “apanhado” para permitir que a nova geração do rap possa se expressar como quiser.
E para comemorar, Projota vai lançar um álbum inteirinho com músicas românticas. Abaixo, ele comenta sobre a primeira faixa do projeto. Confira:

Como você define “Coisas da Vida”, sua nova música com a rapper Budah?
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Ah, essa música é leve e gostosa de escutar. É uma música mais romântica e temos certeza que o público vai curtir esse som, assim como a gente. É que escrever sobre amor é algo que eu sempre amei fazer e que sempre funcionou com meu público. É uma música bem no estilo Projota.
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Você prefere escrever músicas românticas?
Eu gosto de fazer de tudo um pouco, sabe? Mas ao mesmo tempo,eu sei onde me saio melhor e notoriamente, as músicas românticas estão nesse campo, porque eu trago isso para a galera, torno popular. Mais um exemplo são as músicas motivacionais, como “Moleque de vila” que eu escrevi e as pessoas se identificam, porque elas vivem aquilo ali. E foi aí que eu percebi que eu tinha talento para isso e quis desenvolver e aprender mais. Eu me conecto com meu público por meio da identificação.


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E você terá um álbum inteiro dedicado ao amor? Conta para gente um pouco desse projeto.
Então, essa música com a Budah faz parte de um disco novo, chamado “Alguém Tinha Que Falar de Amor”, meu sexto álbum, e será composto por 8 faixas… Todas lovesongs, onde cada música conta uma parte de um relacionamento. Conforme eu fui compondo eu percebi que eu poderia formar uma história com essas músicas e daí surgiu a ideia de um álbum que contasse a história de amor desse casal. E o mais legal é a galera que eu consegui trazer junto nesse projeto, além da Budah, vamos ter feats com Sotam, Priscilla Alcantara, Mumuzinho e Lou Garcia, uma mistura de nichos que é a minha cara.

Por que a demora de lançar um projeto Lovesong?
Eu tinha receio de como a galera receberia isso, porque eu vivi uma época onde o público do rap caía em cima de quem fazia esse tipo de música, falando que isso não era rap. Eu apanhei muito de 2010 até 2013, então posso dizer que eu tomei muito na cara, para que hoje em dia a galera da cena pudesse lançar o que quisesse, sem medo. E hoje, com algumas barreiras quebradas, eu me senti à vontade para fazer o projeto de lovesongs que eu sempre quis e que é um braço do meu trabalho que sempre deu certo.

E já tem data para o lançamento do álbum?
Neste momento, estamos dedicados ao lançamento do single, que já está na rua e performando bem, mas o que eu posso garantir é que não vai demorar. O projeto está praticamente pronto, logo a galera vai poder curtir…

Você se considera em uma nova fase?
Eu acho que a cada 1 ou 2 anos, a gente muda de fase. Eu já tive várias, durante a minha carreira, no meu jeito de compor, nas ideias que eu queria passar através da minha música. Eu passei por várias coisas ao longo da minha carreira, no começo eu queria viver de música, então todas as composições falavam de corre e de batalhar, depois eu passei a falar de conquista, já falei até de depressão, na época em que vivi isso. Então é sobre isso, sabe? Eu senti vontade de escrever um disco de lovesongs, que era algo que eu sempre quis fazer, mas eu ainda era refém das críticas do público de rap e, hoje em dia, com a popularização do estilo e com a nova geração, eu me sinto pronto para lançar esse tipo de música.

Como você enxerga hoje o rap no Brasil?
Eu tenho muito orgulho de ver a correria da molecada de hoje e, há dez anos eu ter cantado a bola de que o rap chegaria ao mainstream, batendo de frente com funk, e o sertanejo, que são os grandes ritmos do Brasil. E eu acho que o momento do rap chegou, a gente encontrou a oportunidade que o estilo precisava. Na minha época eu só queria cantar e se desse para pagar o aluguel ou uma prestação do meu carro, tava lindo, hoje os meninos da cena já começam a cantar pensando em ficar milionários, e ficam, porque o rap proporciona isso.

