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Vacinação contra a febre amarela é intensificada na Região Sul

Nesse ano, até o dia 31 de maio, foram confirmados 85 casos e 15 mortes causadas pela doença no país, sendo 14 casos e três óbitos no Sul

Com a circulação do vírus detectado nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a vacinação contra febre amarela está sendo intensificada na Região Sul. As ações de vacinação começaram no mês de agosto e seguem até dezembro, meses que antecedem o período sazonal da doença nos três estados, que ocorre de dezembro a maio.

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Durante videoconferência do Ministério da Saúde, autoridades de saúde do estado de Santa Catarina apresentaram um plano de ação para o enfrentamento da doença antecedendo o período sazonal. O objetivo é que os municípios façam busca ativa de pessoas não vacinadas.

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A detecção da circulação do vírus na Região Sul ocorreu no início deste ano, no Paraná, no mês de janeiro; em Santa Catarina, em março. Em 2019, até o dia 31 de maio, foram confirmados 85 casos e 15 mortes causadas pela doença no país, sendo 14 casos e três óbitos no Sul. A maior parte das pessoas infectados é de jovens adultos do sexo masculino, que residem ou trabalham em áreas rurais.

A medida é preventiva e busca sensibilizar as equipes de vigilância, e vacinar a população a partir dos nove meses de idade. Também integra o cronograma de ações a organização da rede assistencial, os protocolos de manejo clínico e a investigação epidemiológica em áreas estratégicas.

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A estratégia de vacinação nos estados do Sul, também terá ampliada a faixa etária do público-alvo. A recomendação é estendê-la às pessoas acima de 60 anos de idade, "pois está em consonância com a avaliação de risco que definiu as áreas prioritárias para as ações de vacinação". Para as pessoas que viajam para áreas onde a vacina é recomendada, a orientação é tomar a dose pelo menos 10 dias antes da viagem.

"Precisamos melhorar nossas coberturas vacinais. O estado de Santa Catarina passou a integrar recentemente área de recomendação da vacina, por isso é necessária uma sensibilização ainda maior dos gestores e dos profissionais de saúde para juntos atingirmos a meta preconizada de 95%, e assim, evitarmos surtos e casos da doença", informou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fantinato.  Ela destacou ainda a eficácia da vacina e alertou para a população não acreditar em notícias falsas: "A vacina da febre amarela é segura e salva vidas".

De acordo com a coordenadora substituta de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Noely Moura, estudos mostram as possíveis rotas de dispersão do vírus da febre amarela, o que acende um sinal de alerta para a intensificação das ações de vigilância e vacinação, especialmente nessas áreas.

"Modelos preditivos apontam para onde o vírus está se deslocando, e é com base nessas informações que precisamos centrar nossos esforços para nos anteciparmos nas ações, especialmente antes do período sazonal da doença. Esse é um momento muito importante, pois a vigilância está atuando antecipadamente, o que nos dá margem para mais sucesso em nossas ações de prevenção", disse.

Com informação: Agência Brasil

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