Vacina não vai gerar imunidade de rebanho em 2021, alerta OMS
Segundo cientista-chefe da entidade, apenas pequenas áreas do mundo estarão protegidas. Distanciamento, máscara e álcool seguem importantes
Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (11/1), Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou que o mundo não terá imunidade de rebanho contra o coronavírus em 2021.
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Segundo ela, apenas poucas regiões terão vacina suficiente para chegar a uma situação onde grande parte da população estará protegida contra o vírus, o suficiente para evitar que ele circule. A expectativa dos cientistas é de que seja necessário vacinar pelo menos 70% das pessoas para alcançar este ponto.
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"Fizemos um progresso incrível. Há um ano, ninguém acreditava que teríamos mais de uma vacina sendo produzida. É uma comprovação sobre a eficiência dos cientistas do mundo, que trabalharam juntos. Mas produzir bilhões de doses demora. Precisamos ser pacientes. Não vamos conseguir proteger as pessoas do planeta inteiro de uma vez", explicou Swaminathan.
Bruce Aylward, conselheiro sênior do diretor-geral da agência internacional, lembrou ainda que a Covax Facility, iniciativa da OMS para garantir que todos os países do mundo recebam o imunizante, já reservou 2 bilhões de doses.


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Aylward reinterou que é preciso que todas as nações trabalhem juntas, que países com sobra de doses doem os imunizantes para a Covax para dar um fim à pandemia
Medidas para segurar o vírus
Os diretores da OMS lembraram que, mesmo sem a vacina, é possível reprimir a disseminação do coronavírus. Distanciamento social, evitar socializar com pessoas que não moram na mesma casa, usar álcool gel e máscara são suficientes, segundo eles, para diminuir a transmissão.
"Nós cansamos do vírus, mas ele não cansou de nós. Limitar a transmissão diminui a chance de novas mutações mais perigosas surgirem", afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da entidade.
