USP inaugura laboratório que identifica doenças emergentes
Plataforma conta com um conjunto de 17 laboratórios do renomado instituto francês voltados à pesquisa de agentes patogênicos
A Universidade de São Paulo (USP) por meio de acordo tripartite assinado pelo Instituto Pasteur e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), inaugurou ontem (4) a Plataforma Científica Pasteur-USP no Centro de Inovação na zona oeste da capital paulista.
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A plataforma conta com um conjunto de 17 laboratórios do renomado instituto francês voltados à pesquisa de agentes patogênicos - organismos capazes de causar doenças infecciosas em seu hospedeiro - emergentes, cujas infecções podem provocar danos no sistema nervoso central, como os vírus zika, dengue, febre amarela, e influenza.
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"A ideia principal é uma estratégia científica voltada, principalmente, à descoberta de soluções para agentes que causam epidemia, como o vírus zika, dengue, mayaro", disse a pesquisadora Paola Minoprio, diretora de pesquisa do Instituto Pasteur e coordenadora da plataforma, junto com o professor Luiz Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.
De acordo com a diretora, a escolha da USP se deu em razão das pesquisadas realizadas pela universidade e da proximidade dos estudos desenvolvidos pelas duas instituições. "As linhas de pesquisa do Pasteur são muito semelhantes às do ICB e os dois institutos já desenvolvem projetos colaborativos". De acordo com a USP, os institutos têm em comum pesquisas nas áreas de imunologia, biologia celular, microbiologia e parasitologia.


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A plataforma, financiada parcialmente pelo governo francês, conta com 1.700 m² de área total, onde irão funcionar os 17 laboratórios. Destes, quatro são destinados a um nível maior de segurança, chamados "biossegurança nível 3", em uma escala de um a quatro. As salas possuem 200 m² e cada uma é composta de três câmaras pressurizadas, garantindo o controle da pressão presente para evitar a contaminação do ambiente externo.
O Instituto Pasteur possui atualmente 33 centros de pesquisa em 26 países, integrantes da Rede Internacional do Instituto Pasteur.
