Sesau confirma 25 casos da Síndrome de Guillain-Barré em Alagoas
Associação ao Zika vírus está sendo investigada pelo Ministério da Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmou a existência de 25 casos da Síndrome de Guillain-Barré (SGB) em Alagoas. Ela é mais uma doença cuja associação ao Zika vírus está sendo investigada pelo Ministério da Saúde. O aumento no número de casos notificados levou o governo a realizar uma pesquisa nos hospitais do estado, seguida da confirmação dos registros. Contudo, em relação à SGB, não existem dados epidemiológicos específicos para o Brasil, em razão de a síndrome não ser uma ocorrência de notificação compulsória.
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Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o zika vírus pode ser o responsável pelo recente aumento do número de casos de microcefalia e da Síndrome de Guillain-Barré. Todos os casos identificados tiveram atendimento inicial no Hospital Escola Hélvio Auto (HEHA) ou no Hospital Geral do Estado (HGE), também em Maceió. Ambas as unidades hospitalares, segundo a secretaria, possuem os serviços de Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE), o que facilitou o conhecimento das ocorrências em nove pacientes do sexo masculino e 16 do sexo feminino
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Os pacientes são de Maceió, Arapiraca, Atalia, Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos, Penedo, Coruripe, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, Major Isidoro, Messias e Olho d'Água das Flores.
Para tais pacientes, detectou-se referência de infecção pregressa, com relato de sintomas de exantema, febre e prurido. No entanto, não se pode afirmar que estes casos estão diretamente ligados ao Zika vírus, uma vez que não houve a realização de exame específico no momento da infecção.


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Doença grave
Os especialistas da área seguem a identificar um aumento significativo de casos da síndrome. Um deles é o médico hematologista Wellington Galvão, que informa que já existem cerca de 40 registros no estado. Os números dizem respeito a pacientes que buscam tratamento na Santa Casa de Maceió, que possui convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS).
"Esta é uma doença grave, mas ainda não existe confirmação de sua relação com o zika vírus", pontua Wellington Galvãoa, acrescentando que o tratamento (Plasmaférese terapêutica) para a doença que ataca o sistema nervoso central é bastante eficaz e vem apresentando resposta positiva. "A orientação é a de que, ao surgirem os sintomas, os pacientes busquem o HGE para o atendimento com os neurologistas".
Sintomas e tratamento
A síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica, de origem autoimune, que acomete primordialmente a mielina da porção proximal dos nervos periféricos, de forma aguda ou subaguda. Provoca fraqueza muscular generalizada e, em casos mais graves, pode até paralisar a musculatura respiratória, impedindo o paciente de respirar, levando-o à morte. A SGB é a maior causa de paralisia flácida generalizada no mundo, com incidência anual de 1 a 4 por 100 mil habitantes e pico entre 20 e 40 anos de idade.
O diagnóstico da SGB é feito, primariamente, de forma clínica, a partir da observação e análise dos sintomas, com a complementação de exames laboratoriais que comprovem a impressão médica e exclua outras causas possíveis para a fraqueza ou paralisia muscular. Ainda não há cura específica para a doença. O tratamento é focado no combate aos sintomas e minimização dos danos motores, com injeção de imunoglobinas e plasmaférese.
