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Quem bebe café tem menos gordura e mais massa muscular, sugere estudo

Pesquisa com mais de 2 mil pessoas mostra mais massa muscular, menos gordura e diferenças em hormônios sexuais


				Quem bebe café tem menos gordura e mais massa muscular, sugere estudo
Márcio Carvalho/Pexels.

Beber café regularmente pode estar ligado a diferenças na composição corporal e no funcionamento do organismo. Um estudo publicado no European Journal of Nutrition em 16 de julho indica que pessoas que consomem mais café tendem a ter menos gordura corporal, mais massa muscular e variações em hormônios ligados ao sexo.

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A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Oulu, na Finlândia, e analisou dados de 2.264 adultos com idade média de 46 anos.

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Os resultados mostraram que quem bebe mais café apresenta menor quantidade de gordura no corpo e maior massa muscular esquelética, mesmo com índices de massa corporal semelhantes aos de quem consome menos.

Os pesquisadores também observaram diferenças em marcadores ligados ao metabolismo. Um maior consumo da bebida foi associado a níveis mais baixos de aminoácidos de cadeia ramificada, conhecidos como BCAAs. Quando estão elevados no sangue, os compostos já foram relacionados a condições como resistência à insulina e diabetes tipo 2.

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Hormônios variam entre homens e mulheres

As associações mais marcantes apareceram na análise hormonal. Entre os homens, maior ingestão de café esteve ligada a níveis mais altos de testosterona e a um perfil mais favorável de glicose e insulina.

Nas mulheres, os efeitos foram mais discretos. O consumo foi associado a níveis mais altos de uma proteína que transporta hormônios no sangue e a menor disponibilidade de hormônios androgênicos.

“O café é consumido por milhões de pessoas todos os dias, mas ainda sabemos pouco sobre como ele se relaciona com o metabolismo e os hormônios”, afirmou o pesquisador Luca Verroest, da Universidade de Oulu.

Segundo ele, um dos principais achados foi um conjunto de alterações nos hormônios sexuais, diferente entre homens e mulheres, que se manteve mesmo após considerar fatores como índice de massa corporal e estilo de vida.

O que os resultados indicam

Apesar das associações, o estudo não acompanhou os participantes ao longo do tempo, o que impede afirmar que o café seja a causa direta dessas diferenças.

Os autores defendem que novas pesquisas, com acompanhamento prolongado, são necessárias para entender melhor essa relação e identificar quais componentes do café podem estar envolvidos nesses efeitos.

A bebida contém centenas de compostos, e fatores como preparo, quantidade consumida e características individuais também podem influenciar os resultados.

Acompanhe a matéria em Metrópoles.com

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