Pesquisadores criam soro para picada de abelhas
Produto está em fase de testes e vem sendo desenvolvido na Unesp de Botucatu. Ele poderá salvar a vida de pessoas sensíveis às picadas
Roberto Giraldi Peres e Camila Aguilar Peres moram em um sítio em Avaré (SP) e passaram por um grande susto no ano passado. Quando o casal caminhava no pasto, foi surpreendido por um enxame. Camila tomou mais de 400 picadas, precisou ser levada ao hospital e ainda tem cicatrizes espalhadas pelo corpo.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Ricardo de Oliveira, coordenador do Centro Educacional do Vale do Paraíba (Cevap), explica que as abelhas são insetos que só atacam quando se sentem ameaçados.
Leia também
Para combater o veneno das abelhas, pesquisadores da Unesp de Botucatu (SP) e do Instituto Vital Brasil desenvolveram um soro antiapílico. Ele é feito com o próprio veneno da abelha. Um recipiente é colocado embaixo da colmeia e uma pequena descarga elétrica é dada, contraindo a musculatura do inseto, que assim, libera parte do veneno. Segundo o pesquisador, as abelhas não morrem durante o processo.
O soro é indicado para casos graves, quando a pessoa recebe mais de 100 picadas. Em situações assim, o volume de veneno é tão grande que pode destruir os músculos e parar os rins. O novo antídoto age bloqueando o efeito do veneno, evitando complicações mais sérias.


Motorista de aplicativo é preso por tentar estuprar jovem

Polícia descarta ação de serial killer em São Paulo

Menino reza durante assalto à adega da família em São Paulo

Polícia investiga morte de jovem na Serraria em Maceió
O soro está disponível, por enquanto, em hospitais de três cidades do Brasil: Botucatu (SP), Tubarão (SC) e Uberaba (MG). A fase é de testes e o produto só é aplicado em pessoas que aceitam participar da pesquisa.
