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País adota padrão da OMS para definir microcefalia há 1 semana, diz Saúde

Medida adotada por órgão é de 31,9 cm para menino e 31,5 cm para menina. Critério internacional ajuda a comparar dados com outros países, diz pasta.

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (9) que passou a adotar desde a semana passada os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) para definir se a criança tem microcefalia. Até então, o Brasil considerava a condição em bebês com perímetro da cabeça igual ou menor a 32 cm ? conforme recomendava a OMS. A organização mudou o critério no fim de fevereiro. Agora, a medida caiu para 31,9 cm para meninos e 31,5 cm para meninas.

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Segundo o coordenador-geral de Vigilância e Respostas às Emergências em Saúde Pública, Wanderson Oliveira, todas as secretarias regionais estão cientes do novo critério. ?O que a OMS traz para a gente é uma padronização internacional que nos ajuda a organizar e comparar os dados com outros países.?

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Oliveira disse que serão notificados apenas casos de crianças que se encaixem no novo critério. ?O que não significa que, caso uma dessas crianças apresente alguma necessidade especial, elas não serão identificadas?, afirmou.

O último boletim do ministério, divulgado nesta quarta, aponta que estão em investigação 4.231 casos suspeitos de microcefalia. Ao todo, 745 foram confirmados e 1.182 descartados, até dia 5 de março. Desde o início dos levantamentos, foram notificados 6.158 casos de microcefalia.

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A pasta informou que foram registradas 157 mortes de crianças com suspeita de microcefalia -- durante o parto ou durante a gravidez. Os casos notificados atingiram 1.179 municípios e os confirmados, 282 em todo o Brasil.

Do total de casos de microcefalia confirmados, 88 tiveram resultado positivo para o vírus da zika. Ainda assim, o ministério acredita que o resultado ?não representa adequadamente a totalidade do número? e mantém a convicção de que o vírus seja a origem da maior parte dos casos de microcefalia. Outros motivos que podem causar a malformação são toxoplasmose, sífilis, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch, afirmou que o número de casos relacionados a outras doenças que não o zika é ?muito pequeno? e que ?não altera? as políticas do ministério.

Recomendação da OMS

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse ser ?prudente? a recomendação de que mulheres grávidas evitem viajar para regiões onde circula o vírus da zika. ?Como o Brasil é endêmico, não vamos dizer para nossas gestantes não visitar certas regiões. Mas dizemos que tomem as precauções, tomem os cuidados?, disse. Castro recomendou que mulheres usem preservativos ?para fazer sexo seguro com parceiros que venham de regiões que tenham o vírus da zika circulando?.

Ele recomendou que mulheres grávidas "tomem todas as precauções possíveis e imagináveis". "Se quer engravidar, faça um planejamento, como em qualquer época", disse. "Não pode ter descuido de nada."

O ministro reforçou que não há risco para atletas e turistas durante as Olimpíadas de 2016 porque foram realizadas ações mais intensas nos locais onde vão ocorrer os jogos. O ministro mencionou o fato de o evento ocorrer em agosto e setembro, período em que o mosquito Aedes aegypti não se reproduz. Castro sugeriu que estrangeiros tomem os ?mesmos cuidados que os brasileiros? quando vierem ao país.

Marcelo Castro criticou a reclamação de que unidades da federação não estão tendo acesso a kits contra dengue. "Os estados às vezes pedem um número que nossa equipe técnica julga ser um número excessivo de kits", afirmou. Ele deu o exemplo de Goiás, que pediu 45 conjuntos e foram liberados 40, segundo o ministro. "Podemos até ter avaliado equivocadamente, mas acharam que naquele momento, para São Paulo - que tinha pedido 400 ? , 200 seria bastante razoável."

O ministro garantiu que não há atrasos de repasses ao Instituto Butantan, que faz pesquisas com o objetivo de encontrar tratamentos para o vírus da zika e da dengue.

"Está sendo feita uma crítica de que assinamos o contrato e até agora não saiu nenhum centavo, como se estivéssemos descumprindo os contratos. Só ontem o Butantan mandou os documentos necessários pra receber os recursos da dengue. Da zika, até agora não mandaram."

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