Pacientes denunciam falta de medicamento para o tratamento de câncer no HU
Desabastecimento ocorre desde dezembro do ano passado no Hospital Universitário e prejudica usuários
Pacientes que fazem tratamento de câncer no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) estão desde o final do ano passado sem receber o medicamento necessário para o controle da doença. Segundo denunciou uma paciente, que preferiu não se identificar, o remédio em questão é o Vinorelbina 30mg, que é uma quimioterapia oral.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A falta da medicação pode ocasionar regressão da doença, que pode ser comprovada com a realização de um exame para avaliar. O custo para o paciente é muito alto, por isso muitos não conseguem comprar por conta própria. Uma caixa do medicamento custa cerca de R$ 200.
Leia também
A paciente faz tratamento com o uso do medicamento desde julho de 2018, sendo 4 comprimidos diários por semana. Ela conta que desde dezembro, quando teve acesso ao remédio pela última vez, a medicação está em falta. "Não deram nenhuma justificativa. Liguei ontem pra lá e a informação foi que está previsto para semana que vem", disse.
Em nota, a assessoria do HU explicou que o atraso no fornecimento ocorreu devido ao processo de compra para aquisição de medicamentos e insumos para instituições públicas. Disse ainda que o desabastecimento se deu pelo aumento da demanda de pacientes oncológicos em tratamento no Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e informou que o abastecimento será normalizado em 15 dias.


Doação de sangue em Maceió

Acidente em Marechal Deodoro gera engavetamento

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió

Polícia prende suspeitos de integrar o Comando Vermelho em AL e no RJ
Confira a nota na íntegra:
O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes informa sobre a falta do medicamento Vinorelbina, utilizado no tratamento de pacientes com câncer de mama.
A Unidade Farmacêutica Clínica do HU esclarece que o atraso no fornecimento do fármaco se deu pelo processo de pregão, que é o procedimento adotado para aquisição de medicamentos e insumos para instituições públicas. O desabastecimento do medicamento se deu, ainda, pelo aumento da demanda de pacientes oncológicos em tratamento no Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do HU.
Em 2017, o Hospital adquiriu 324 cápsulas do fármaco, enquanto em 2018, com o aumento da demanda, foram necessárias 555 cápsulas para atender aos pacientes em tratamento.
Em contato com a empresa fornecedora, que é de Brasília, o Hospital foi informado que será abastecido com a medicação no prazo de 15 dias.
