Ministro da Saúde culpa falso conforto por baixa adesão a campanha de vacinação
Gilberto Occhi falou que população não se preocupa com campanha por ter vacina o ano todo; ministério ainda não foi notificado sobre casos de Calazar
O ministro de saúde Gilberto Occhi declarou, em entrevista àGazetawebna noite desta quarta-feira (5), que o motivo por Alagoas não ter atingido a meta da campanha de vacinação contra o Sarampo e a Poliomelite é fruto do trabalho dos últimos anos.
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De acordo com ele, a vacinação em massa na última década criou um "falso conforto de que a campanha de vacinação não é necessária", por ter vacina disponível ao longo do ano.
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Ainda segundo o ministro, as notícias faltas acerca das vacinas também contribuíram para que alguns pais evitassem vacinar as crianças. Apesar disso, o ministro considera a campanha um sucesso no país, com cobertura de 92% do público-alvo.
"Nós do Ministério da Saúde consideramos que foi um sucesso, mesmo que não alcançando o esperado (11 milhões), mas alcançamos 10 milhões, e quanto mais crianças forem vacinadas, mais a sociedade está protegida. É preciso que os pais entendam a importância da vacinação", afirmou.


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Com a estatística de 18 estados brasileiros com pelo menos um registro de Sarampo, o ministro entende que apesar do alto número de vacinados, é preciso aumentar o percentual. Ele frisou a importância dos estados que prorrogaram a campanha, por não atingir a meta, adotar medidas diferentes como a abertura dos postos de saúde aos sábados e ações em creches e escolas.
Epidemia de Calazar
Quando questionado sobre a epidemia da doença Calazar (Leishmaniose Visceral) em Alagoas, Occhi revelou que o Ministério da Saúde ainda não foi notificado sobre o aumento de casos.
"Essa demanda não chegou para nós. Tivemos conhecimento da epidemia da doença no Espírito Santo, nossa equipe foi pra lá, identificou, atuou e combateu o surto. Se tiver necessidade do apoio do Ministério da Saúde em Alagoas, estamos de portas abertas para trazer nossa equipe e nossas soluções", afirmou.
Em Alagoas, mais de 60 casos da doença foram registrados apenas este ano. As maiores vítimas da Calazar são crianças que vivem no Sertão do estado. Se não for tratada, a doença pode levar a óbito.
