Ministério testa controle biológico de Aedes aegypti em três cidades
Bactéria Wolbachia está presente no organismo de 60% dos insetos na natureza
O ministro da Saúde Henrique Mandetta anunciou hoje (15), em Campo Grande (MS), a realização de testes com a soltura de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, para reduzir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
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Conforme pesquisas do projeto World Mosquito Program Brasil (WMPBrasil) da Fiocruz, o mosquito infectado pela bactéria tem menor capacidade de transmitir doenças. Ao serem soltos, reproduzem e geram mosquitos com as mesmas características.
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O Ministério da Saúde diz que os mosquitos não foram modificados geneticamente. A bactéria Wolbachia está presente no organismo de 60% dos insetos na natureza. "Com a liberação de mosquitos com a Wolbachia, a tendência é que esses mosquitos se tornem predominante e diminua o número de casos associado a essas doenças".
Os testes, considerados etapa final de avaliação da Wolbachia, serão realizados em Campo Grande, Belo Horizonte (MG) e Petrolina (PE) a partir do segundo semestre e terão duração de três anos. A experiência custará R$ 22 milhões ao Ministério da Saúde.


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De acordo com nota da pasta, Mandetta diz que a estratégia de controle biológico em teste é "complementar" no combate ao mosquito. "Governo e população precisam continuar fazendo sua parte", disse. A recomendação geral continua sendo eliminar possíveis criadouros do mosquito.
