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Janeiro Roxo: AL registra 334 novos casos de hanseníase em 2018

Em 2017, foram 307 registros da doença, que tem tratamento gratuito pelo SUS; janeiro é mês de conscientização

Caracterizada por manchas na pele e perda da sensibilidade, a hanseníase teve 334 novos casos em Alagoas no ano passado. Em 2017, foram 307 deles. Para prevenir e conscientizar quanto a doença, também conhecida como lepra, foi estipulado o Janeiro Roxo, promovido no Estado pela Secretaria de Saúde (Sesau).

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A ideia é informar os alagoanos sobre a hanseníase, que tem tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a assessora técnica da Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau, Rafaela Siqueira, o diagnóstico precoce é essencial para o não aparecimento de sequelas mais graves.

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"O período de incubação da bactéria no corpo é muito longo e, por isso, a busca ativa por casos deve ser realizada nas UBS [Unidades Básicas de Saúde] dos municípios, por profissionais da Atenção Básica", explica a profissional, lembrando que a enfermidade é infecciosa e contagiosa.

De acordo com ela, os primeiros sinais a serem observados são manchas na pele, com perda de sensibilidade. "Nos primeiros sinais de manchas na pele, com alteração da sensibilidade térmica ou dolorosa, do comprometimento neural periférico em mãos, pés e face, é necessário procurar uma unidade de saúde para o diagnóstico", recomenda.

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Rafaela Siqueira ressalta ainda que a hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen e não é hereditária. "A transmissão se dá entre pessoas e, por isso, ao apresentar a forma infectante e não se tratar, ela acaba eliminando o bacilo pelas vias respiratórias, podendo transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis".

Ao tomar a primeira dose do medicamento, entretanto, a transmissão já é interrompida. Em casos mais graves da doença, o paciente deve ser encaminhado para centros de referência, que em Alagoas são quatro - Hospital Universitário e II Centro de Saúde, em Maceió; Centro de Referência Integrada de Arapiraca e Ambulatório da Hanseníase, em Delmiro Gouveia.

Rafaela Siqueira revela que um dos desafios enfrentados pelos profissionais de saúde é o alto índice de abandono ao tratamento. "Em sua forma falciforme, a hanseníase tem um tratamento de seis meses e, na fase multiforme, ele sobe para 12 meses, que pode ser prolongado em casos específicos. Com o abandono, a hanseníase volta se desenvolver e ainda pode acarretar resistência à medicação".

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