Endocrinologista lista sinais visíveis e silenciosos da diabetes
Especialistas explicam que entender os principais sintomas da diabetes pode ajudar no diagnóstico precoce e evitar complicações graves

A diabetes mellitus é uma doença crônica caracterizada pelo aumento persistente da glicose no sangue, decorrente da produção insuficiente de insulina ou da incapacidade do organismo de utilizá-la adequadamente — condição essencial para o metabolismo dos açúcares pelo corpo.
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O reconhecimento dos sintomas de diabetes é fundamental para que o diagnóstico seja feito o quanto antes. De acordo com a endocrinologista Jamilly Drago, a doença pode avançar de forma silenciosa e gerar sérias complicações se não for identificada precocemente.
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“É muito preocupante quando o diagnóstico vem tarde. Muitas vezes, o paciente já está convivendo com glicemia alta há anos sem saber”, alerta.
O que é a diabetes e como ela se manifesta


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A diabetes pode surgir de diferentes formas. Os tipos mais comuns são:
Diabetes tipo 1: causada pela destruição das células produtoras de insulina, normalmente aparece de forma mais rápida e intensa.
Diabetes tipo 2: representa cerca de 90% dos casos e tende a se desenvolver de forma lenta, muitas vezes sem sintomas evidentes nos estágios iniciais.
Diabetes gestacional: diagnosticada durante a gravidez e pode persistir após o parto.
A hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue) pode causar uma série de sinais e sintomas que variam conforme o tipo e a evolução da doença.
Sintomas clássicos e sinais que não podem ser ignorados
Existem sintomas típicos que, quando persistentes, devem levar à investigação médica e à realização de exames específicos, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada — testes que ajudam a confirmar o diagnóstico.

Principais sinais de diabetes
Sintomas clássicos:
Sede intensa e constante (polidipsia).
Urinar com frequência aumentada (poliúria).
Fome excessiva ou, em alguns casos, perda de peso inexplicada.
Fraqueza e fadiga persistentes.
Sintomas frequentemente ignorados (sinais silenciosos):
Infecções urinárias e de pele repetidas.
Visão embaçada.
Feridas que demoram a cicatrizar.
Formigamento ou dormência nas extremidades.
Irritabilidade, tontura após ingestão de carboidratos.
Sonolência depois das refeições.
Desejo constante por doces.
Dificuldade para perder peso mesmo com dieta adequada.
Ganho de gordura abdominal.
Sinais na pele que merecem atenção:
Áreas de pele escurecida, especialmente no pescoço ou nas axilas — condição chamada acantose nigricans — podem indicar resistência à insulina.
Por que os sintomas passam despercebidos?
A endocrinologista Wanessa Stival explica que, especialmente no caso da diabetes tipo 2, “o corpo se adapta às mudanças e muita gente só percebe quando algo mais grave acontece”.
Ela enfatiza que sinais como sede excessiva, cansaço e irritabilidade são frequentemente subestimados por parecerem “normais”. O processo silencioso pode levar ao desenvolvimento de complicações severas antes mesmo de o diagnóstico formal ser feito.
Por isso, é fundamental dar atenção aos sinais sutis, principalmente em pessoas com fatores de risco, como histórico familiar da doença, obesidade, sedentarismo e idade avançada.
Quando procurar um médico?
A recomendação das especialistas é clara: ao menor sinal de alerta, sobretudo se persistente ou progressivo, procure orientação médica. A realização de exames de rotina pode identificar alterações metabólicas antes que a doença avance e cause danos mais graves.
O diagnóstico precoce não só possibilita o controle da diabetes como também ajuda a prevenir complicações que podem afetar órgãos como coração, rins, olhos e nervos. “O corpo avisa antes da diabetes chegar. Ouvir esses sinais pode evitar complicações e garantir mais qualidade de vida”, conclui Wanessa.
