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Dermatologista diz que associar ivermectina à sarna é precipitado

Especialista reagiu a estudo de professores da Ufal que aponta relação do uso indiscriminado do medicamento com doença no Recife

Após pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) publicarem estudo que aponta relação do uso indiscriminado de ivermectina com casos de sarna humana registrados em Recife, outro professor da Ufal classificou a associação como precipitada.

O médico dermatologista Alberto Eduardo Oiticica Cardoso explica que o estudo se baseia apenas no aumento do uso da ivermectina depois da incidência da Covid-19.

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“Para se dizer que a escabiose, esse aumento de escabiose, teve relação com o aumento do uso da ivermectina, se precisaria de uma relação de causa e efeito que o trabalho não mostra em momento algum”, pontua.

Cardoso diz ainda que o aumento da incidência de escabiose nada tem a ver com o uso de ivermectina.

“Primeiro porque o ivermectina não é nossa medicação de escolha para tratamento de escabiose. Normalmente utilizamos medicamentos tópicos. Segundo, porque a escabiose, em ciclos, sempre há um aumento, então ela passa um tempo com um número menor de casos, depois há um aumento. Então, assim, não se tem uma relação causa-efeito para se dizer nesse trabalho especificamente”, detalha.

Segundo o dermatologista, para um trabalho dizer que o uso de ivermectina vai gerar resistência ele tem que mostrar que houve, que gerou essa resistência.

“Você não tem nenhum estudo com diversos pacientes mostrando que realmente houve uma resistência”. Ele cita que é preciso pegar os ácaros e fazer teste com eles, teste com ivermectina para ver se esses ácaros se tornaram mais resistentes.

Alberto Cardoso explica ser até possível que o ácaro se torne resistente ao medicamento, no entanto, para isso, é preciso que a pessoa esteja já com o parasita e faça o uso incorreto, em doses erradas, da ivermectina.

“Então, realmente, os pacientes que tomam a ivermectina e se tivessem parasitados poderiam se tornar resistentes, tanto é que a gente reserva ivermectina para os casos de escabiose mais graves, justamente para não gerar essa resistência. Um paciente que não tem escabiose e toma, não vai criar uma resistência”, argumenta.

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