Bactérias 'solitárias' são mais resistentes a antibióticos, diz estudo
Pesquisa da Universidade de Manchester demonstra que micro-organismos em baixas densidades populacionais sofrem mais mutações
Bactérias que vivem "sozinhas", ou seja, em baixas densidades populacionais, são mais vulneráveis a mutações e, portanto, tornam-se mais resistentes a antibióticos, demonstra pesquisa.
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Para chegar a essa conclusão, cientistas analisaram 70 anos de dados e mais de 500 mutações de bactérias.
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A partir da análise, eles demonstraram que bactérias que vivem mais próximas a outras mutam menos que aquelas que vivem em grupos mais dispersos.
A pesquisa foi realizada na Universidade de Manchester, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica "PLos" na quinta-feira (24).


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Pesquisadores da mesma equipe também já demonstraram que a E.coli, bactéria comum no organismo humano, também está dez vezes mais propensa a sofrer mutações quando em baixas densidades populacionais.
O risco das "superbactérias"
As mutações analisadas pelos pesquisadores foram justamente aquelas relacionadas à resistência a medicamentos.
A pesquisa abre caminho para uma melhor compreensão da resistência aos antibióticos, com potencial para a descoberta de terapias mais eficazes para combater o aumento de "superbactérias".
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), se a resistência a antibióticos continuar a subir, 10 milhões de pessoas podem morrer a cada ano até 2050.
