Alagoas é um dos Estados com maior incidência de dengue e zika

Ministério da Saúde alerta população a manter mobilização permanente contra o mosquito Aedes aegypti

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que oito estados brasileiros apresentam as maiores taxas de positividade dos testes sorológicos para a dengue, que no Brasil chegou a 34,6%. Um deles é Alagoas, com 35,4%. Na lista aparecem ainda o Rio Grande do Sul (53,7%), Ceará (50,1%), Santa Catarina (47,7%), Amazonas (43,9%), São Paulo (41,3%), Tocantins (38,0%) e Pará (37,1%).

Outra doença causada pelo Aedes aegypti que ainda preocupa em Alagoas é o zika. O cenário epidemiológico até a Semana Epidemiológica 44 mostra que 12 estados estão com taxas de positividade por sorologia maiores que o Brasil (24,4%).

Entre eles, destaca-se o cenário dos estados de Alagoas e Rio Grande do Norte, com taxas de positividade por sorologia de 44,5% e 41,5%, respectivamente.

De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, em Alagoas a taxa de incidência de dengue, chikungunya e zika é respectivamente de 181,6 casos; 11,7 casos e 5,5 por cem mil habitantes.

O MS reforça que a população brasileira deve continuar, de forma permanente, com a mobilização pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré.

O boletim pretende apresentar a situação epidemiológica de dengue, chikungunya e zika no período sazonal, enfatizando a importância da intensificação do controle dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, e a organização dos serviços de saúde para evitar o aumento expressivo de casos e óbitos.

De janeiro a agosto deste ano, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foram registrados 1.479 casos de dengue em Alagoas, uma queda de 19,1%, quando comparado ao mesmo de intervalo de 2020, com 1,8 mil. Não confirmação de mortes no estado.

De janeiro até o dia 6 de novembro de 2021, foram confirmados 209 óbitos por dengue, sendo 174 por critério laboratorial e 35 por clínico-epidemiológico. De acordo com o MS, os estados que apresentaram o maior número de mortes foram São Paulo (53), Paraná (28), Goiás (20), Ceará (13) e Mato Grosso do Sul (13).

Já para chikungunya foram confirmados no País 11 óbitos por critério laboratorial, os quais ocorreram no estado de São Paulo (4), Espírito Santo (2), Sergipe (1), Pernambuco (2), Minas Gerais (1) e Bahia (1). Destaca-se que 31 óbitos permanecem em investigação. Até o momento não há confirmação da ocorrência de óbito para zika no País.

“Diante desse cenário, ressalta-se a necessidade implementar ações para redução de casos e investigação detalhada dos óbitos, para subsidiar o monitoramento e assistência dos casos graves e evitar novos óbitos”, esclarece o MS.