Zema diz querer aperfeiçoar Bolsa Família para evitar "imprestáveis"
Pré-candidato pelo Novo marcou presença em agenda com presidenciáveis promovida pela Confederação Nacional do Comércio (

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo), voltou a defender mudanças no Bolsa Família na manhã desta quarta-feira (8/7). Crítico frequente do programa, Zema afirmou que pretende excluir beneficiários que recusarem propostas de emprego com o objetivo de evitar “geração de emprestáveis“.
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A declaração foi dada durante participação em evento promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, com os pré-candidatos à Presidência da República. Além de Zema, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também participou do evento.
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A medida já havia defendida pelo político mineiro anteriormente. Durante evento em São Paulo em abril, Zema declarou que “marmanjões de 20, 30 anos, o dia todo deitado no sofá, jogando video game, participando de rede social e emprego não tem. Eu vou fazer quem recebe Bolsa Família, do sexo masculino, saudável, novo, ser obrigado a aceitar proposta de emprego ou então ter o benefício cortado”.
Questionado, Zema não detalhou como pretende monitorar e cruzar dados de recusa de emprego por beneficiários do programa, mas afirmou que pode usar estruturas governamentais para direcionamento de oportunidade de emprego já existentes, como o Sine – o Sistema Nacional de Emprego.


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Em outra ocasião, o pré-candidato pelo Novo afirmou que pretende cobrar estudos de homem que são beneficiários do auxílio. “As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens. Os homens hoje são convidados a trabalhar e as pessoas não vão por um motivo muito simples: elas têm a segurança de receber um benefício”, disse durante palestra em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no mês passado.
Além dos candidatos do PSD e Novo, a CNC também convidou o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o pré-candidato pelo Missão, Renan Santos, que declinaram o convite para participar da agenda.
