Tráfico veste "luxo": bando usava marca da Chanel para embalar drogas
A assinatura da grife francesa nas embalagens era uma tentativa de conferir status ao produto e identificar o fornecedor no mercado da droga

A busca por ostentação e sofisticação no crime organizado ganhou contornos surreais revelados na manhã desta quarta-feira (5/8). Durante as investigações da quarta fase da Operação Gift, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) descobriu que uma complexa organização criminosa utilizava a icônica marca da grife de alta-costura francesa Chanel para estampas e embalagens dos tabletes de drogas. O artifício visava atestar a “qualidade” do produto ilícito e criar uma marca registrada no mercado clandestino.
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A ofensiva mobiliza cerca de 150 policiais civis do Paraná e de Santa Catarina para o cumprimento de 93 mandados judiciais, incluindo 21 prisões preventivas e 37 de busca e apreensão. Além do selo de luxo parisiense, o grupo mantinha o hábito de embalar os entorpecentes em papel de presente — peculiaridade que deu nome à operação.
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As investigações começaram após a interceptação de um carregamento de 65 quilos de maconha em Itapejara d’Oeste. Ao longo de um ano, a PCPR mapeou a logística do grupo, que trazia drogas da fronteira em Foz do Iguaçu para abastecer o Sudoeste do Paraná e o Oeste catarinense.
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