Streaming cresce no Brasil e representa 21% do consumo de vídeos

Dados são do painel 2.0, tecnologia de medição de audiência, que une dados do Focal Meter (FM) que mede o tráfego de internet nas casas

O Inside Video 2022, estudo da Kantar Ibope Media, divulgou dados que apontam para o crescimento dos serviços de streaming no Brasil. De acordo com a pesquisa, as plataformas on-line representam 21% do tempo que os brasileiros gastam com consumo de vídeo.

Os dados são do painel 2.0, tecnologia de medição de audiência, que une dados do Focal Meter (FM) instalado no roteador que mede o tráfego de Internet nos domicílios, e do peoplemeter DIB 6, que identifica a audiência de canais de TV lineares (aberta e por assinatura). Ao combinar as plataformas, a Kantar entrega um perfil mais completo dos espectadores de vídeo no país.

Segundo dados do Video Streaming Report, nova solução da Kantar, no que se refere ao consumo de vídeo as plataformas on-line têm ganhado espaço no Brasil. empresas gratuitas e financiadas por publicidade (AVOD) atingem 58% das pessoas por mês, enquanto os serviços financiados por assinaturas dos usuários (SVOD) contemplam 42% das pessoas mensalmente.

“Este universo digital tem evoluído com cada vez mais rapidez e abrindo espaço para revolução na produção, consumo e distribuição do conteúdo audiovisual e, consequentemente, o surgimento de empresas como a Netflix, Amazon Prime, HBO, Disney+, VixTV, Pluto TV e mesmo o YouTube, entre outras que tomaram o reinado das grandes redes de TV”, explica Edvaldo Silva, mestre em Mutlimeios pela Unicamp.

As principais razões que levam as pessoas que acessam vídeo por streaming a assinarem esse tipo de serviço são os preço e catálogo amplo de novos filmes e séries – cada um com 47% de relevância. Em seguida, aparece a experiência de uso (30%). “Agora, é o usuário quem manda. No aplicativo ele acessa, assiste, pausa, retorna, assiste agora, assiste depois, curte, não curte e compartilha se gostou ou não gostou. A TV tradicional já morreu, só que ela ainda não sabe totalmente disso”, ressalta o especialista.

As empresas de marketing também já entenderam o potencial dos vídeos de streaming. Em 2021, 63% de todo o investimento publicitário foi feito em formatos de vídeo

Mesmo ainda representando 79% da fatia de consumo de vídeos dos brasileiros, as TVs lineares (abertas ou por assinatura) foram obrigadas a evoluírem “pois elas perceberam que o comportamento do consumidor mudou, deixando de ser algo passivo (que apenas aceitava o que estava passando), para se tornar ativo (baixando os aplicativos, assinando o que gosta e cancelando o que não gostou). É interessante ver que, toda essa mudança, então, começou pelo consumidor, e não pela indústria”, conclui Edvaldo.